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Todas as cobras são perigosas?

Elas só atacam quando estão com fome ou se sentem ameaçadas. Saiba mais sobre esse animal!

Letícia Yazbek Publicado em 15/04/2020, às 11h00 - Atualizado às 18h32

Cobra verde - Pixabay
Cobra verde - Pixabay

Todo mundo de medo de cobra. Mas esse animal só ataca quando está com fome ou quando se sente ameaçado. Além disso, nem todas as espécies são peçonhentas. São consideradas peçonhentas apenas aquelas que conseguem injetar o veneno na presa. Para isso, elas têm nos dentes um canal ligado à glândula de veneno.

Algumas cobras têm o veneno, mas os dentes não conseguem injetá-lo. Por isso, elas são consideradas não-peçonhentas. Uma dica para saber se a cobra é peçonhenta é verificar se ela tem um pequeno orifício entre os olhos e a boca. Se ela tiver, é melhor ficar longe!

Pele nova

A pele da cobra, feita de queratina (proteína que forma nossos cabelos e unhas), protege o corpo da serpente. Aí, para o bicho poder crescer, a pele é trocada por outra, nova e maior. É um processo natural desses animais — as células descamam e se renovam de uma só vez. Quando a cobra ainda é filhote, ela troca de pele com mais frequência, pois está em fase de crescimento. Mas, em média, elas trocam de pele de 4 a 5 vezes por ano.

Olfato diferente

A língua das cobras funciona para auxiliar o olfato. Elas respiram pelas narinas, mas conseguem sentir odores apenas por meio da língua. Como não têm boa visão, elas colocam a língua para fora para coletar partículas de cheiro e, com isso, sentirem os odores do ambiente. Quando a cobra percebe alguma movimentação, coloca a língua pra fora para sentir o cheiro. Dessa forma, ela consegue diferenciar se o que está a sua frente é um alimento ou um predador.

Truque especial

As cobras do gênero naja são peçonhentas e muito perigosas. Existem cerca de 20 espécies de cobras naja, que podem ser encontradas na África e no Sul e Sudeste da Ásia. As espécies variam de comprimento — a maioria atinge 1,80 metro e algumas chegam a 3 metros.

Elas vivem no cerrado e têm hábitos diurnos. Antes de entrar em uma briga, a cobra naja tenta se esconder ou ficar imóvel, para não ser percebida. Se outro animal insistir em ameaçá-la, ela levanta a parte dianteira do corpo e dilata o pescoço, abrindo abas laterais que parecem um capuz. O veneno da naja destrói as células do sistema nervoso, causando paralisia, e pode levar à morte.

De olho nas presas

A sucuri, também chamada de anaconda, é uma cobra não-peçonhenta que vive na América do Sul. Das quatro espécies de sucuri, três habitam rios e lagoas brasileiros. A sucuri é conhecida pelo tamanho — pode chegar a 9 metros de comprimento.

Ela tem hábitos noturnos e semiaquáticos. Se alimenta de capivaras, peixes, aves, felinos, veados e até jacarés. A sucuri fica à espreita nas margens dos rios e lagoas e, quando a vítima se aproxima para beber água, a ataca na região do pescoço. Aí, ela aperta com muita força, até matar a vítima. A presa também pode morrer afogada, quando é arrastada para o fundo da água.

Que fome!

A jiboia é uma cobra pacífica e não-peçonhenta. Lenta, ela pode demorar até uma hora para percorrer 500 metros. Existem por volta de 11 espécies de jiboia, que habitam as Américas do Sul e Central, principalmente a Floresta Amazônica e as matas da Costa Rica. A jiboia mede até 4 metros de comprimento e tem hábitos noturnos. Ela se alimenta de aves, roedores, lagartos e mamíferos de pequeno porte.

Como não tem veneno, a jiboia mata a presa por constrição — se enrola toda no corpo da vítima e aperta até interromper a circulação do sangue. Essa cobra costuma engolir a presa pela cabeça e pode ficar parada por semanas e até meses para digerir o alimento.

Veneno poderoso

As cinco espécies de cascavel são peçonhentas e podem ser encontradas na América Central, México e Argentina. Elas vivem em regiões de cerrado e em áreas secas e arenosas. A cascavel sai durante a noite para caçar pequenos roedores, aves, coelhos e lagartos. Os machos costumam ser maiores que as fêmeas — eles chegam a medir 1,5 metro de comprimento. O veneno injetado pela cascavel atua no sistema nervoso central, causando dificuldades de respiração e locomoção.

Pequena perigosa

A coral é uma cobra peçonhenta, conhecida por ter o corpo fino e coberto por desenhos de anéis nas cores preto, branco e vermelho. Ela pode chegar a dois metros de comprimento. Há cerca de 60 espécies de coral, que habitam o sul da África, Austrália, Américas do Sul e Central e sudoeste dos Estados Unidos.

A coral se alimenta de ovos e pequenos animais, como insetos, camundongos e aves. Quando necessário, ela mata a presa com uma picada. O veneno da coral causa muita dor no local da picada, náuseas e paralisia.