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Guará: A ave nativa de Trinidad e Tobago

A cor das penas desse animal é resultado da alimentação. Saiba mais!

Maria Carolina Cristianini Publicado em 20/03/2020, às 13h00 - Atualizado às 13h26

Pixabay
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O guará é uma ave pelecaniforme que vive em Trinidad e Tobago - onde é a ave nacional -, Venezuela, Colômbia, Guianas e Brasil (Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Bahia, Sergipe, Paraná, Santa Catarina e São Paulo). Ela mede entre 55 e 76 centímetros, e pesa de 700 a 900 gramas. O tempo de vida estimado é de 16 anos.

Pelo Brasil, esse animal também é conhecido como íbis-escarlate, guará-vermelho, guará-rubro ou guará-pitanga (pitanga, em tupi, significa avermelhado). Algumas cidades brasileiras tiveram o nome inspirado nessa ave. É o caso de Guaratuba (Paraná) e Guarapari (Espírito Santo).

Guarás moram onde existe mangue - afinal, se alimentam principalmente de um caranguejo típico desses lugares, além de insetos e caramujos. É com o bico alongado e fino, com uma leve curvatura na ponta, que capturam pequenos caranguejos escondidos no meio da lama.

O colorido vermelho da plumagem do guará vem do que ele come: caranguejos, como os da espécie chama-maré. Esses animais possuem caroteno, substância que, ao ser absorvida pela ave, deixa as penas vermelhas. Se for criado em cativeiro com outra alimentação, o guará desbota e fica com a coloração mais próxima do rosa.

Os adultos vivem em bandos (o número de aves varia) ou sozinhos. Os mais jovens formam turmas separadas - a plumagem deles é escura, o que os diferencia dos adultos. Sempre se reúnem ao pôr do sol perto das árvores do mangue.

Quando vão se reproduzir, fazem ninhos no alto das árvores. Eles costumam construir ninhos próximos uns aos outros, às vezes mais de um por árvore. Assim, diminuem a possibilidade de serem atacados por predadores.

A fêmea põe de três a cinco ovos. Cerca de 20 dias depois nascem filhotes, com penas escuras. Eles começam a caçar no mangue a partir dos 75 dias de vida e, então, a cor das penas muda.