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Viva a História / Superstição

Por que as pessoas acreditam que sexta-feira 13 é um dia de azar?

Essa antiga superstição surgiu a milhares de anos e possui origens na religião, na mitologia e até mesmo na História. Entenda!

Letícia Yazbek Publicado em 13/08/2021, às 14h00 - Atualizado às 15h09

Imagem ilustrativa de um homem em dúvida - Pixabay
Imagem ilustrativa de um homem em dúvida - Pixabay

A cultura ocidental associa o número 13 à má sorte, assim como o último dia útil da semana. Por isso, quando o dia 13 do mês cai em uma sexta-feira, é considerado um dia de azar, e muitas pessoas evitam cruzar com gatos pretos e passar debaixo de escadas, por exemplo.

Há diversas histórias sobre o misticismo da sexta-feira 13 ser um dia de azar. A maioria delas está ligada ao cristianismo e à mitologia.

As lendas sobre a sexta-feira 13 ser um dia de azar tiveram início em histórias da mitologia nórdica. Uma delas diz que Loki, um espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado em um banquete para 12 convidados, causando uma grande briga. Aí, surgiu a superstição de que convidar 13 pessoas para jantar era sinônimo de confusão, e o número ficou marcado como símbolo de azar.

Frigga, a deusa da fertilidade, também teria relação com a sexta-feira 13. Segundo a lenda Frigga, o demônio e outras onze bruxas saíam toda sexta-feira para rogar pragas contra a humanidade.

A superstição se espalhou pela Europa e foi reforçada pela história de Jesus Cristo - ele teria sido crucificado em uma sexta-feira e, na última ceia com os apóstolos, haveria 13 pessoas à mesa.

Além disso, a data tem explicações na história da França medieval. O rei Felipe IV teria tentado se filiar à ordem religiosa dos Cavaleiros Templários, mas foi recusado. Então, ele teria ordenado a perseguição dos templários, em uma sexta-feira, 13 de outubro de 1307.

Consultoria: Cláudio U. Carlan (professor de história antiga da UNIFAL-MG).