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Meios de orientação: Dos antigos aos mais atuais

Conheça os principais instrumentos de orientação que o ser humano já usou ao longo do tempo

Letícia Yazbek Publicado em 06/05/2020, às 13h00 - Atualizado às 18h57

Pixabay
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Os seres humanos pré-históricos costumavam fazer marcações em superfícies de pedras e paredes. Assim conseguiam identificar locais e saber se já haviam passado por ali antes. Outro jeito de se achar naquela época era usar pontos de referência, como uma grande árvore. E repare bem: fazemos isso até hoje, mas com prédios e pontes, por exemplo.

Civilizações da Antiguidade passaram a usar também a observação dos astros como forma de orientação. Sabendo que o Sol nasce sempre no mesmo lado, esses povos conseguiam identificar posições geográficas e decidir qual era a melhor direção a seguir. A posição da Lua e das constelações (conjuntos de estrelas) também ajudavam. Atualmente, embarcações pequenas, que não têm equipamentos de orientação, ainda usam os astros para se orientar.

Os mapas já eram usados por civilizações da Antiguidade, cerca de 3 mil anos antes de Cristo, e pela população da Grécia antiga (mais ou menos mil anos antes de Cristo). Os primeiros eram feitos de madeira, esculpidos ou pintados, ou desenhados sobre a pele de animais. Por meio dos mapas, os povos conheciam as áreas dominadas e sabiam sobre as possibilidades de ampliação das fronteiras. A partir das Grandes Navegações, nos séculos 15 e 16, os mapas se espalharam pelo mundo.

A rosa dos ventos é um instrumento que mostra os diferentes pontos de orientação cartográfica – ou pontos cardeais: norte (N), sul (S), leste (L) e oeste (O). A combinação entre eles dá origem aos pontos colaterais: nordeste (NE), noroeste (NO), sudeste (SE) e sudoeste (SO). Com a rosa dos ventos, que também surgiu na Grécia antiga, por volta do ano 700 antes de Cristo (primeiro mostrando a direção do vento), ficou mais fácil encontrar uma direção a seguir.

A bússola foi inventada pelos chineses, por volta do século 11. As primeiras versões eram formadas por um tipo de colher sobre um prato, mais tarde substituída pela agulha. Como a agulha da bússola é de metal, ela se movimenta pela força de atração dos polos, acompanhando o campo magnético do planeta. Por isso, não importa em que posição você está, a bússola sempre apontará para o norte.

No século 14, o italiano Flavio Gioia colocou a agulha da bússola sobre um cartão com o desenho de uma rosa dos ventos, mostrando os pontos cardeais. Assim, ficou mais fácil de usar o instrumento.

O instrumento mais moderno de orientação foi criado na década de 1960. O GPS (Global Positioning System ou Sistema de Posicionamento Global) funciona por meio de satélites que orbitam a Terra. Dessa forma, é capaz de localizar e indicar qualquer ponto na superfície do nosso planeta.

Além de fornecer a localização, o GPS memoriza rotas, indica a hora e a velocidade de deslocamento, entre outras funções. Ele vem sendo cada vez mais aperfeiçoado – hoje, existem até aplicativos que funcionam como GPS.