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Segredo guardado a sete chaves: As origens de expressões populares brasileiras

Já pensou de onde surgiu a expressão "Pagar o pato"? E "Bicho de sete cabeças"? Descubra!

Lucas Vasconcellos Publicado em 23/04/2021, às 12h00 - Atualizado às 15h46

Imagem ilustrativa de duas pessoas e pontos de interrogação - Pixabay
Imagem ilustrativa de duas pessoas e pontos de interrogação - Pixabay

Muitas expressões que costumamos usar na língua portuguesa já estão tão inseridas em nosso dia a dia que nós nem paramos para pensar em como elas surgiram. Conheça as origens de algumas delas!

Pagar o pato

É provável que tenha surgido a partir de um jogo antigo em que um pato era amarrado a uma haste — os jogadores tinham que tirá-lo de lá. Quem não conseguisse, pagaria pela ave em dinheiro — ou seja, pagaria o pato sem ter culpa por ele estar preso.

A sete chaves

Na Idade Média, antes da criação dos bancos, documentos e objetos de valor eram guardados em baús que possuíam mais de uma fechadura — e várias chaves. De acordo com registros da época, cada chave era entregue a uma pessoa diferente e muito confiável. Assim, o baú só poderia ser aberto se todos os que guardavam as chaves se unissem. O número sete deve ter sido incorporado à expressão por ser considerado místico.

Bicho de sete cabeças

Na mitologia grega havia um terrível monstro que assombrou Ulisses (importante guerreiro grego) e a tripulação dele: a hidra de Lerna. Esse animal era uma espécie de serpente marinha com nove cabeças - cada vez que uma das cabeças era cortada, duas nasciam no lugar. Deve vir daí a origem da expressão — usamos a frase para aquilo que é muito difícil! O número nove foi trocado pelo sete por causa do misticismo que o envolve.

Pagar mico

Você deve conhecer o jogo de baralho infantil chamado Mico Preto. Nele, todos os animais têm um par, menos o mico. Assim, quem termina a partida com o mico na mão perde o jogo — ou seja, acabando pagando mico

Vá plantar batatas!

Ao dizer isso para alguém, você está mandando a pessoa fazer algo inútil. Tudo porque as batatas, que sempre foram um alimento muito importante na Europa, não são plantadas — ou seja, não surgem em árvores nem dão mudas. A expressão deve ter sido trazida para o Brasil pelos portugueses.

Pão francês

No século 19, a elite brasileira considerava a cidade de Paris (França) como a principal referência de cultura e civilização. Tanto que alguns brasileiros, depois de visitarem a capital francesa, tentaram descrever para os padeiros daqui o tipo de pão que encontraram por lá. Disso nasceu o pão francês que, na verdade, é bem brasileiro!

Fila indiana

Quando os primeiros europeus chegaram ao território americano, acharam muito diferente a forma como alguns grupos indígenas realizavam cerimônias, dançando e caminhando em fileiras, formando uma linha reta. Assim, passaram a descrever quem se enfileirasse daquele modo como alguém que estava em fila indiana.

Pão-duro

Existe mais de uma versão para a origem dessa expressão. A mais conhecida diz que, no século 20, havia um mendigo no Rio de Janeiro que pedia qualquer coisa para comer, até mesmo um pão duro. Quando ele morreu, descobriu-se que, na verdade, o suposto mendigo era um homem de muitos pertences. Assim, pão-duro passou a ser o apelido de quem é muito apegado ao dinheiro.