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Por que 1º de abril é o Dia da Mentira?

Descubra de onde vem essa tradição, comum nos países ocidentais

Letícia Yazbek Publicado em 01/04/2020, às 14h00 - Atualizado às 14h56

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Celebrada em grande parte dos países ocidentais, o Dia da Mentira, 1º de abril, é marcado pelas brincadeiras e notícias falsas. Mas você sabe como surgiu essa tradição?

A teoria mais aceita é a de que tudo começou no fim do século 16, com a adoção do calendário gregoriano na Europa. Esse calendário marcava o começo do ano em 1º de janeiro. Já o calendário juliano, o mais aceito até então, estabelecia que o início do ano coincidia com o equinócio de primavera, entre 20 e 21 de março.

No entanto, na Europa medieval, nem o calendário juliano era seguido por todos. Muitas aldeias e paróquias celebravam o ano novo na festa da Aunciação, em 25 de março. Outro esticavam o ano velha até 31 de março e só comemoravam o réveillon em 1º de abril.

A mudança gerou muita confusão e resistência por parte da população, e muitos continuaram brincando o novo ano na data antiga. Então, algumas pessoas passaram a ridicularizar os resistentes, enviando presentes e convites para festas que nunca existiriam.

Alguns pesquisadores, no entanto, defendem que o Dia da Mentira foi originado de uma festa que já existia na Roma antiga. Trotes eram comuns nas festas populares que marcavam o equinócio de primavera. De acordo com essa teoria, a mudança do calendário teria apenas intensificado a celebração.

Fato é que essas festas se espalharam por países europeus - no Reino Unido, se tornaram o April Fool's Day (Dia dos Bobos). Na Itália, a celebração é chamada de Pesce D'aprile e, na França, poisson d'avril - nos dois casos, Peixe de Abril.

O Dia da Mentira chegou ao Brasil em 1848, com a publicação A Mentira, em Minas Gerais, que tratava de assuntos sensacionalistas. Em 1º de abril, foi anunciada a morte de Dom Pedro II, desmentida no dia seguinte. A  brincadeira também se espalhou por aqui, e hoje é conhecida nos quatro cantos do país.