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Escola / Profissões

O que é preciso para se tornar um detetive?

Antes de saber mais sobre essa aventura, conheça melhor a vida dos profissionais que investigam de tudo por aí!

Letícia Yazbek Publicado em 18/07/2022, às 12h34

Imagem ilustrativa de um detetive - Pixabay
Imagem ilustrativa de um detetive - Pixabay

Detetive é o profissional que investiga um fato e desvenda tudo o que envolve a história. Ele pode ser membro da polícia ou trabalhar como detetive particular, e atua em diversos casos: desaparecimentos, crimes, fraudes em empresas e até problemas familiares

Torne-se um!

Para ser um detetive da polícia é preciso prestar concurso público para o cargo de investigador. No Brasil, as exigências variam de acordo com o estado — alguns exigem curso superior, outros apenas o ensino médio. O candidato entrará para uma academia de polícia. Para ser detetive particular, existem cursos específicos: o aluno aprende sobre direito e técnicas de perseguição, por exemplo

Ligado em tudo

Para se dar bem nessa profissão, é preciso ter facilidade para se relacionar com as pessoas, raciocínio lógico e um bom poder de convencimento. Também é importante ser observador e notar fatos que as outras pessoas não percebem, como pequenas mudanças nas versões de uma história. Um detetive deve saber procurar informações! Costumam ser pessoas muito organizadas e pacientes.

Ajuda essencial

Em alguns casos, o detetive pode atuar em conjunto com uma equipe de apoio, que dá informações, por exemplo, sobre a localização do objeto de investigação. A equipe também pode funcionar como figurante, ajudando a aproximar o detetive do alvo. Também é comum o uso de instrumentos, como lupa e binóculos, além de aparelhos eletrônicos — GPS, celulares, câmeras fotográficas, gravadores de áudio e câmeras de vídeo.

O detetive deve conhecer bem as leis e tomar cuidado para não cometer infrações. Há vários riscos ligados à invasão de privacidade, por exemplo. É preciso agir com cautela e sempre priorizar a segurança das pessoas!

Detetives reais e da ficção

Eugène François Vidocq: francês nascido em 1775, era um aventureiro que arranjava problemas com a polícia. Até que passou a atuar como informante e os policiais perceberam que ele poderia ser útil. Tanto que, em 1811, virou investigador — talvez o primeiro da história. A equipe cresceu e abriu um escritório para resolver crimes complexos.

Sherlock Holmes: detetive mais popular da ficção mundial, foi criado pelo escocês Sir Arthur Conan Doyle, em 1887. Ele aparece em cerca de 60 histórias e, em cada uma, desvenda mistérios usando lógica, métodos científicos e observação detalhada. Sherlock vive no final do século 19 e es tá sempre acompanhado do doutor Watson.

Allan Pinkerton: por volta de 1850, esse norte-americano decidiu achar sozinho o culpado por vários assaltos. Conseguiu e não parou mais! Allan fundou, com os filhos, uma das mais famosas agências de detetives da época, importante contra espiões durante a Guerra Civil dos Estados Unidos.

Hercule Poirot: criado pela escritora britânica Agatha Christie, em 1916, é um dos personagens mais importantes da literatura mundial. Esse detetive belga não gostava de perseguir pegadas ou impressões digitais. Para resolver os mistérios, ele se sentava na poltrona e usava o poder do cérebro. Aparece em mais de 40 romances e já teve histórias adaptadas para peças de teatro, série de TV e filmes.