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Tecnologia / Saúde

Os celulares fazem mal à saúde?

Descubra o que dizem os pesquisadores sobre o impacto da radiação dos smartphones a nossa vida

Letícia Yazbek Publicado em 07/08/2020, às 11h00 - Atualizado às 17h10

Imagem ilustrativa de uma mulher utilizando celular - Pixabay
Imagem ilustrativa de uma mulher utilizando celular - Pixabay

Desde que foram inventados, os celulares têm sido objeto de discussão em relação aos seus possíveis riscos à saúde humana. Os pesquisadores, no entanto, ainda estão longe de entrar em um consenso.

Muitos deles acreditam que, a longo prazo, a emissão constante da radiação dos celulares pode causar problemas nos nervos cerebrias e tumores. Mas as evidências não são suficientes para determinar que essa radiação seja mesmo perigosa.

O sinal eletromagnético recebido e emitido pelos celulares é formado por ondas de rádio, parecidas com o sinal emitidos pelas emissoras de televisão e rádio. Esse tipo de radiação é considerado o menos energético de todo o espectro eletromagnético.

Uma taxa chamada SAR mede quanta radiação é absorvida pelo organismo quando um celular é colocado sobre a orelha, durante uma chamada - nesse momento, ele está em sua potência máxima.

O SAR dos celulares não pode ser superior a 4 watts por quilograma - radiações dessa intensidade poderiam elevar a temperatura do corpo e comprometer seu funcionamento. No entanto, os modelos mais novos de smartphones têm níveis de SAR entre 0,6 e 1,5, bem abaixo do limite.

Assim como a radiação encontrada em sinais de televisão e rádio, as ondas eletromagnéticas emitidas pelos celulares não são radioativas ou de raios-X e, por isso, não podem causar nenhum dano direto ao DNA. Além disso, se o uso de celular tivesse uma reação direta com tumores cerebrais, o número desses casos teria sofrido um grande aumento nos últimos anos.

A popularização dos celulares, no entanto, só ganhou força a partir dos anos 1990, tempo considerado pequeno para identificar possíveis complicações decorrentes da exposição à radiação a longo prazo. Novos estudos pretendem analisar com maior exatidão os reais efeitos da radiação no nosso organismo.

Por via das dúvidas, medidas simples podem diminuir a absorção da radiação emitida pelos celulares. Limitar o número e a duração das chamadas, usar fones de ouvido em vez de colocar o aparelho sobre a orelha e não dormir com o celular próximo ao rosto são prevenções bem-vindas pela ciência.