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Crianças e jovens brasileiros são os que mais utilizam aparelhos eletrônicos no mundo

Com o alto uso, é necessário aprender como se proteger no ambiente online; Descubra como!

Redação Publicado em 13/05/2022, às 13h02

Imagem ilustrativa de crianças com aparelhos eletrônicos - Getty Images
Imagem ilustrativa de crianças com aparelhos eletrônicos - Getty Images

Na última quinta-feira, 12, a McAfee Corp, líder global em proteção online, divulgou o primeiro “Global Connected Family Study”, que entrevistou 15.500 pais e mais de 12.000 de seus filhos em dez países (incluindo o Brasil) para entender como eles se conectam e protegem a si mesmos e seus entes queridos no ambiente online.

Revelando diferenças gritantes entre os países sobre as atitudes e ações que as famílias tomam para proteger os filhos, o “Connected Family Study 2022” explica como os mais vulneráveis podem ficar ainda mais desprotegidos.

Alinhado com a estratégia da McAfee de proteger famílias conectadas, não apenas dispositivos, e programado para o Dia Internacional das Famílias das Nações Unidas em 15 de maio, o estudo revelou que os pais tomam mais precauções, como instalar software antivírus, usar proteção por senha ou aderir a lojas online com credibilidade ​​ao fazer compras, em seus próprios dispositivos do que nos dispositivos conectados de seus filhos. Enquanto 56% dos pais disseram que protegem seu smartphone com uma senha ou código de acesso, apenas 42% disseram que fazem o mesmo com o smartphone de seus filhos.

Noventa por cento dos pais reconhecem seu papel como protetores online, assim como reconhecem sua responsabilidade de proteger seus filhos no mundo todo. Esses dados visam esclarecer as ações que podem ser tomadas para neutralizar alguns dos riscos em atividades online para crianças”, disse Sachin Puri, vice-presidente de marketing da McAfee. “Como parte fundamental deste estudo de pesquisa, queremos equipar os pais com o conhecimento necessário para serem bem-sucedidos como protetores online eficazes para suas famílias conectadas”.

O estudo McAfee Connected Family 2022

O estudo desenvolvido pela McAfee descobriu várias crenças universais sobre proteção online, bem como tensões entre pais e filhos quando se trata de permanecer seguro online. Globalmente, surgiram quatro tópicos:

1.Maturidade móvel: Com que idade as crianças começam sua existência digital?

Como o uso da Internet para adultos começa cedo, os riscos podem surgir junto com ele. Aos 15-16 anos, os adolescentes atingem seu ritmo online e o uso de dispositivos móveis aumenta significativamente, tanto que se aproxima de níveis que eles levarão para a idade adulta.

No entando, as crianças querem se sentir seguras online, e 73% das crianças pesquisadas procuram os pais mais do que qualquer outro recurso para obter ajuda com segurança online.

Os relatos de cyberbullying entre 17 e 18 anos aumentam para 18%, tentativas de roubo de uma conta online para 16% e uso não autorizado de dados pessoais para 14%.

2.Pais como Protetores: Os pais estão protegendo efetivamente seus filhos no meio online?

Apesar de as famílias aceitarem universalmente o papel dos pais em manter as crianças seguras online, essa função acaba sendo dificil de ser realizada. Em PCs e laptops, os pais relataram medidas limitadas de proteção on-line que tomaram para si mesmos, apesar da disponibilidade e facilidade de uso envolvidas com essas medidas — mas essas medidas caem ainda mais quando perguntados se tomaram precauções semelhantes para seus filhos.

Enquanto 56% dos pais disseram que protegem seus smartphones com uma senha ou código de acesso, apenas 42% disseram que fazem o mesmo com o smartphone de seus filhos — uma queda adicional de 14%.

3.Vidas secretas de adolescentes e pré-adolescentes online: O que exatamente os pré-adolescentes e adolescentes estão fazendo nesse ambiente?

Enquanto constroem suas vidas conectadas, crianças e adolescentes querem privacidade e proteção.

Mais da metade das crianças (59%) agem para ocultar suas atividades online, e essa ação é realizada limpando o histórico do navegador, ou até mesmo, omitindo detalhes sobre o que estão fazendo online.

Em relação à atividade geral, pais e filhos em todo o mundo concordam com as três principais atividades de pré-adolescentes e adolescentes online:

Assistir a vídeos curtos (YouTube) — os pais pensam, 66%; crianças dizem 67%

Navegar na internet — os pais pensam, 64%; crianças dizem 66%

Streaming de música — os pais pensam, 53%; crianças dizem 55%

4. Viés de proteção de gênero: as meninas enfrentam mais perigos online?

Parecem haver uma distinção entre a forma que os pais protegem meninos e meninas online. Um aparente viés de gênero encontra as meninas mais protegidas do que os meninos, mas são os meninos que encontram mais problemas online.

Meninas de 10 a 14 anos eram mais propensas do que meninos da mesma idade a ter controles parentais em PCs/laptops em quase todos os países pesquisados, e meninos são mais propensos a esconder suas atividades dos pais.

Além disso, 23% dos pais dizem que vão checar o histórico de navegação e e-mail nos PCs de suas filhas de 10 a 14 anos, e para meninos de 10 a 14, é apenas 16%. A disparidade aparece novamente, com 22% dos pais restringindo o acesso a determinados sites para meninas e apenas 16% para meninos.

Ao redor do globo, um olhar mais atento entre as nações revela várias distinções regionais em maturidade móvel, diferença de gênero e níveis de preocupação dos pais com os riscos. Esses achados incluem:

Enquanto os Estados Unidos tiveram a maior taxa de cyberbullying (28%) e alta exposição a riscos online, a Índia teve a maior exposição a riscos online de qualquer país pesquisado e alguns dos primeiros em maturidade móvel.

O Reino Unido mostrou menos envolvimento com a segurança online e algumas das crianças menos protegidas, com apenas 44% dos pais preocupados com quanto tempo de tela seus filhos estão recebendo, 13% abaixo da média global, e o Canadá ficou defasado na ação dos pais e na confiança em pais para proteger as crianças online a uma taxa 6% menor do que a média global.

Já os pais na Alemanha, estão entre os menos preocupados e menos controladores quando se trata de segurança online para seus filhos, com seus medos sobre a exposição ao cyberbullying via mídia social 19% abaixo da média internacional, e as crianças japonesas citam as taxas mais baixas de cyberbullying e riscos on-line. Por exemplo, As crianças no México relatam a maior taxa de jogos em todo o mundo (61%), juntamente com a maior importância percebida dos consoles de jogos (70%), e o Brasil teve o maior uso de dispositivos móveis relatado entre crianças e adolescentes com uma taxa geral de 96%.

Queremos que os pais saibam que existem ferramentas e recursos disponíveis para promover atividades online seguras e saudáveis ​​para suas famílias, ao mesmo tempo em que estão cientes dos hábitos que podem aumentar o risco de casos como cyberbullying ou ciberataques”, disse Gagan Singh, vice-presidente executivo.

O que as famílias conectadas podem fazer a seguir?

É necessário criar um ambiente para conversas abertas e transparentes sobre a atividade online. Compreender os hábitos e comportamentos dos membros da família online ajudará a orientar a melhor forma de abordar e proteger as unidades familiares, seja limitando o tempo em dispositivos de jogos ou instalando software.

A edução também é importante, sendo assim, ensine as crianças sobre comportamentos online perigosos, como limpar o histórico de bate-papo ou visitar sites inseguros. Educar as crianças sobre cyberbullying ou roubo online pode mantê-las e sua família conectada seguras no futuro.

Traçar um plano familiar para garantir que a segurança seja uma prioridade em caso de cyberbullying, roubo de uma conta online ou uso não autorizado de dados pessoais também poderá ser adotado. 

Por fim, inscreva-se em programas de segurança adicionais, como o McAfee Total Protection para famílias, para definir regras de dispositivos, monitorar atividades e bloquear sites ou aplicativos indesejados.

Estudo completo: Life Behind the Screens of Parents, Tweens, and Teens

Conteúdo do estudo sobre o Brasil e em português: A vida por trás das telas de pais, pré-adolescentes e adolescentes