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Os mistérios do TrES-4, o maior planeta do Universo

O gigante celeste tem as dimensões de quase dois Júpiters, mas a mesma densidade de uma rolha

Ingredi Brunato Publicado em 05/10/2020, às 18h49 - Atualizado às 19h02

TrES-4 ao lado de Júpiter em representação - Wikimedia Commons
TrES-4 ao lado de Júpiter em representação - Wikimedia Commons

O TrES-4 é um planeta que foi observado pela primeira vez em 2006 pelos astrônomos do observatório Lowell, no Arizona, Estados Unidos. Sua descoberta foi divulgada na revista astronômica Astrophysical Journal no ano seguinte.

Até hoje, o TrES-4 ocupa o posto de maior planeta já encontrado pela humanidade, sendo quase duas vezes maior que Júpiter. O gigante faz parte da constelação de Hércules e orbita um sistema solar com dois sóis.

Seu nome vem das iniciais do projeto do qual fazem parte os pesquisadores que o encontraram: é o Trans-Atlantic Exoplanet Survey, ou Busca Transatlântica por Exoplanetas, em tradução livre. Essa busca planetária foi feita usando telescópios não só no Arizona, mas também na Califórnia e nas Ilhas Canárias.

Muito grande e muito vazio

Mais impressionante que seu tamanho, é a densidade do planeta gigante, que é de apenas 0,2 gramas com centímetro cúbico — a mesma de uma rolha. Por conta dessa característica curiosa, o TrES-4 já foi apelidado também de planeta-cortiça. Para dar uma ideia do absurdo, esse corpo celeste é 70% maior que Júpiter, o maior planeta do nosso Sistema Solar, e, no entanto, é leve o suficiente para poder flutuar na água.

Por ser muito próximo da estrela que orbita, apenas 7 milhões de quilômetros, o planeta é também muito quente: um dia típico por lá têm cerca de 1,3 mil graus celsius. Apesar disso, o TrES-4 não podia ser explicado pelos modelos teóricos para planetas gigantes superaquecidos que os cientistas tinham até então, tendo sido um mistério desde o primeiro momento de sua descoberta.

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