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Aprenda como observar estrelas e constelações

Descubra os equipamentos e dicas necessárias para conseguir observar o céu

Letícia Yazbek Publicado em 21/08/2020, às 14h00 - Atualizado às 15h20

Imagem ilustrativa de uma constelação - Pixabay
Imagem ilustrativa de uma constelação - Pixabay

Para observar estrelas e planetas, o ideal é ir para um lugar afastado, longe das luzes da cidade. Visite um local apropriado durante o dia e confira as condições de segurança e mobilidade para que, à noite, você saiba o quanto pode se deslocar em volta do seu equipamento. Se você não tem equipamentos de observação, pode utilizar diretamente seus olhos ou visitar planetários ou centros de ciência que oferecem a observação do céu com telescópios.

Conheça os principais instrumentos astronômicos:

Luneta ou Telescópio Refrator: é composta por um tubo – em uma das extremidades há uma lente convergente, chamada de objetiva, que coleta a luz, e na outra uma lente ocular, que serve para ampliar a imagem. Aí, auxilia na observação de objetos a grandes distâncias.

Binóculo: é formado por dois tubos interligados. Cada tubo tem uma lente objetiva e uma lente ocular. Ele possibilita um bom aumento do objeto e um grande campo de visão. Por ser pequeno e fácil de usar, o binóculo é ideal para pessoas que querem começar a observar o céu.

Telescópio Refletor: é formado por um tubo com um ou mais espelhos e uma lente ocular. Existem diferentes tipos de telescópios refletores, dependendo das configurações dos espelhos. É o equipamento mais utilizado por astrônomos para a observação do céu.

Caçando estrelas

Algumas estrelas são mais facilmente identificáveis, como as que chamamos de Três Marias, que formam o cinturão da constelação de Orion. Elas estão alinhadas e têm um brilho forte e de mesma intensidade. As Três Marias podem ser vistas com facilidade nas noites de verão do Brasil. A partir delas, dá para encontrar outras estrelas.

Perto das Três Marias é possível reconhecer uma estrela de brilho avermelhado — é Betelguse. Do lado oposto estará Rigel. Também próxima às Três Marias, você vai perceber uma estrela superbrilhante: é Sirius, a mais brilhante de todo o céu noturno!

Planetas também!

Podemos ver alguns planetas a olho nu: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. Ao contrário das estrelas, que permanecem fixas em um mesmo lugar, os planetas se deslocam. Vênus e Mercúrio estão sempre próximos do Sol e podem ser vistos logo no anoitecer ou um pouco antes do dia nascer.

Cores diferentes

É possível reconhecer os planetas de acordo com a cor que eles refletem. Marte tem um brilho avermelhado. Vênus tem um brilho forte e prateado — é o segundo astro mais brilhante do céu. Júpiter e Saturno também são muito brilhantes e são os planetas que se deslocam mais lentamente. Com um telescópio ou um bom binóculo, é possível ver as diferentes fases de Vênus, os satélites de Júpiter e os anéis de Saturno.

Outras galáxias

As galáxias de Andrômeda, a Grande Nuvem de Magalhães e a Pequena Nuvem de Magalhães podem ser vistas a olho nu. Elas aparecem como manchas no céu, mas, na verdade, são grupos de estrelas que estão bem distantes da Via Láctea. A Grande Nuvem de Magalhães pode ser vista nas constelações de Dorado e Mensa. Já a Pequena Nuvem de Magalhães fica nas constelações do Tucano e da Hidra. Andrômeda está localizada na constelação de Andrômeda.

Em tempo real

Imagens, mapas e aplicativos podem te ajudar a observar o céu e reconhecer estrelas e planetas. Com o app gratuito Sky Map, você pode apontar o celular ou tablet para o céu e ver na tela quais são os objetos celestes daquela localização em tempo real. Quando já estiver fera no assunto, você pode tentar reconhecer os objetos sozinho e, depois, olhar no app para ver se acertou!

Planeje-se!

Para ter uma visão maior do céu e planejar sua noite de observação, é possível utilizar uma carta celeste gerada em programas como Stellarium ou em sites como o cartascelestes.com. Você pode ver como estará o céu visto de um determinado lugar a qualquer hora, com as posições das constelações, planetas e outras informações.

Consultoria: Leandro Guedes (pós-graduado em Astrofísica Extragaláctica e Filosofia da Ciência na Universidade de Notre Dame, EUA).