Um navio no quintal de casa: Conheça a história real por trás do filme A Escavação, da Netflix

Em 1938, uma mulher decidiu escavar o terreno de sua casa e acabou realizando uma das maiores descobertas arqueológicas da Europa. Descubra!

Daniela Bazi Publicado segunda 8 fevereiro, 2021

Em 1938, uma mulher decidiu escavar o terreno de sua casa e acabou realizando uma das maiores descobertas arqueológicas da Europa. Descubra!
Cena do filme A Escavação (2021) - Divulgação/Netflix

Em janeiro deste ano, a Netflix lançou o filme A Escavação, baseado no livro The Dig, lançado por John Preston, em 2007. Nele, podemos conferir a história de uma das descobertas arqueológicas mais importantes do Reino Unido, que aconteceu na vida real e chocou a Inglaterra.

A história aconteceu em 1938, quando uma mulher chamada Edith Pretty decidiu escavar o terreno de sua propriedade conhecida como Sutton Hoo — ela o havia adquirido em 1926, após se casar com Frank Pretty, e viveu por lá com seu amado até o final do matrimônio, após o falecimento do homem. Para realizar o seu projeto, Edith contou com a ajuda de Basil Brown, um arqueólogo autodidata.

Logo no início das escavações, a dupla já se deparou com três túmulos contendo restos mortais de seres humanos. Quando as buscas foram retomadas, em 1939, a surpresa teria sido maior ainda. Brown passou a localizar pregos e ferrugem, indicando que provavelmente existia alguma construção ali. Ao continuar a retirada de terra, foi revelado um enorme navio de aproximadamente 25 metros de comprimento, contendo diversos artefatos e uma estrutura de tirar o fôlego.

navio
Foto do navio original encontrado em 1939 / Crédito: Divulgação/PACE University

Para fazer o reconhecimento de tudo o que foi encontrado, Charles Phillips, da Universidade de Cambridge, foi chamado para ajudar. Ao limparem a embarcação, acabaram descobrindo ainda mais. A equipe conseguiu encontrar novos caixões contendo mais esqueletos, além de 263 objetos. Após a análise, Charles concluiu que o navio era uma embarcação funerária de origem anglo-saxônica, indo contra a ideia inicial de Pretty de que o item poderia ser dos vikings.

A descoberta chocou o país, já que se tratava do maior navio anglo-saxão encontrado na história. Todos os artefatos acabaram sendo doados para o Museu Britânico, sendo estudados e atribuídos ao Império Bizantino e ao Oriente Médio.


 +Saiba mais sobre arqueologia por meio de grandes obras disponíveis na Amazon:

Arqueologia, de Pedro Paulo Funari (2003) - https://amzn.to/36N44tI

Uma breve história da arqueologia, de Brian Fagan (2019) - https://amzn.to/2GHGaWg

Descobrindo a arqueologia: o que os mortos podem nos contar sobre a vida?, de Alecsandra Fernandes (2014) - https://amzn.to/36QkWjD

Manual de Arqueologia Pré-histórica, de Nuno Ferreira Bicho (2011) - https://amzn.to/2S58oPL

História do Pensamento Arqueológico, de Bruce G. Trigger (2011) - https://amzn.to/34tKEeb

Vale lembrar que os preços e a quantidade disponível dos produtos condizem com os da data da publicação deste post. Além disso, a Recreio pode ganhar uma parcela das vendas ou outro tipo de compensação pelos links nesta página.

Aproveite Frete GRÁTIS, rápido e ilimitado com Amazon Prime: https://amzn.to/3doipA

Amazon Music Unlimited – Experimente 30 dias grátis: https://amzn.to/2WBSheM

Último acesso: 14 Apr 2021 - 02:55:44 (1101807).