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O que foi o Baile da Ilha Fiscal?

A última festa do império brasileiro, poucos dias antes da Proclamação da República, em 1889, aconteceu na Ilha Fiscal, na cidade do Rio de Janeiro. Desvende tudo sobre esse lugar!

Bruna Cardoso Publicado em 21/07/2022, às 16h30

Pintura de Dom Pedro II, o último Imperador do Brasil - Wikimedia Commons
Pintura de Dom Pedro II, o último Imperador do Brasil - Wikimedia Commons

O começo

A Ilha Fiscal fica na Baía da Guanabara, na capital do Rio de Janeiro. A história desse lugar começa no século 19, quando surgiu a ideia de construir um local para controlar as mercadorias que entravam e saíam do porto carioca. A ilha entusiasmou o imperador dom Pedro II por ser próxima ao porto e muito bonita. Para abrigar a Guarda Fiscal, que cuidava de toda a fiscalização (por isso o nome de Ilha Fiscal), foi erguido um palacete no local.

Em funcionamento

Iniciada em 1881, a construção do palacete acabou em abril 1889. Alguns elementos foram feitos em pedra talhada, como o Brasão da Monarquia. Existem duas alas laterais com pequenas torres nas extremidades e uma torre alta no centro. No segundo andar fica o gabinete, que era ocupado pelo chefe da alfândega. Perto da torre central, outra pequena torre abriga um relógio, que era iluminado à noite para informar a hora local aos navios que chegavam.

Baile luxuoso

Meses depois da inauguração do palacete, em 9 de novembro de 1889, aconteceu o fato mais marcante do local: o Baile da Ilha Fiscal em homenagem aos oficiais de um navio chileno. Essa foi a última festa da monarquia (a República seria proclamada em 15 de novembro). Acredita-se que o baile tenha sido uma tentativa de demonstração de força da enfraquecida monarquia brasileira.

Depois da festa

Em 1913, a Ilha Fiscal foi tomada pela Revoltada da Armada, quando grande parte da Marinha do Brasil se rebelou contra o governo do então presidente Floriano Peixoto. Os rebeldes ficaram lá por 6 meses e o palacete foi danificado por tiros. Ainda em 1913, o prédio virou propriedade da Marinha. Restaurado em 1996, foi aberto para visitação do público em 1998. Hoje, exposições contam a participação da Marinha do Brasil no desenvolvimento econômico e social do país.