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Como surgiu a imprensa no Brasil?

Proibida por mais de 300 anos, a imprensa só passou a existir com a chegada da Família Real Portuguesa

Redação Publicado em 25/06/2022, às 12h25

Imagem ilustrativa de uma pessoa lendo jornal - Pixabay
Imagem ilustrativa de uma pessoa lendo jornal - Pixabay

Sem informação

Para manter a colônia brasileira sob controle, Portugal passou séculos proibindo qualquer tipo de manifestação de imprensa por aqui — não havia acesso a diversos tipos de materiais, como jornais. Mas isso não quer dizer que quem vivia no Brasil daquela época não tenha tentado mudar essa situação!

Proibições sem fim

A primeira tentativa de estabelecer uma forma de imprensa no Brasil aconteceu em 1706, em Pernambuco. Mas o único registro disso é uma Carta Régia (documento assinado por um monarca), ordenando que não se imprimissem livros e outros papéis.

Mais tarde, em 1746, Antônio Isidoro da Fonseca se tornou dono do primeiro prelo (máquina usada para fazer impressões manuais) do Brasil. Ele trouxe o aparelho de Lisboa (Portugal) e imprimiu apenas dois textos — foi obrigado a parar. Quatro anos depois, Antônio pediu para instalar uma oficina de impressão no Brasil e teve a solicitação negada.

Enfim, a imprensa!

Em 1808, o mesmo navio que trouxe a Família Real Portuguesa para o Brasil carregou até aqui um maquinário de tipografia adquirido na Inglaterra. Esse material foi instalado na casa de Antonio Araújo, futuro Conde da Barca, no Rio de Janeiro. Pouco depois, em 31 de maio de 1808, dom João VI oficializou a imprensa em nosso país. Nascia a Imprensa Régia, criada apenas para imprimir documentos e obras que tivessem autorização da Coroa Portuguesa.

Extra! Extra!

Ainda em 1808, no dia 10 de setembro, saiu a edição número 1 da Gazeta do Rio de Janeiro, primeiro jornal impresso no Brasil. Porém, 3 meses antes, tinha sido lançado, em Londres (Inglaterra), o Correio Braziliense, jornal feito para os portugueses que viviam no Brasil.

Recomeço?

A censura imposta por Portugal sobre materiais impressos no Brasil acabou em 1821, com o retorno de dom João VI para o continente europeu. Naquele ano, o Brasil passava por momentos difíceis, que acabariam levando à Proclamação da Independência em 1822. Tudo isso fez crescer a imprensa política e opinativa, muitas vezes vinculadas às opiniões dos proprietários dos jornais, que já eram algumas dezenas em nosso país.

Novo rumo

Dom João VI retornou para Portugal em 1821. Três anos depois, com a Independência já proclamada, dom Pedro I aprovou a primeira constituição brasileira, em 1824. O documento trouxe o direito à liberdade de imprensa, mas ainda de forma moderada.

Dom Pedro I
Retrato do Imperador dom Pedro I / Crédito: Wikimedia Commons

Anos mais tarde, em 1841, dom Pedro II se tornou o imperador de um país em que a maior parte da população era analfabeta. Mesmo assim, começaram a surgir jornais de melhor qualidade e a imprensa passou a publicar caricaturas e críticas ao governo.

Mudança e tanto

Na segunda metade do século 19, os títulos mudaram de formato: os jornais ficaram fisicamente maiores e passaram a ser impressos em máquinas mais modernas. Até a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, a imprensa brasileira ainda passaria por muitas transformações, como a transmissão mais rápida de informações graças ao telégrafo elétrico e à diminuição no preço da produção de um jornal.