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Viva a História / Cotidiano

Como os banheiros funcionavam antigamente?

Por incrível que pareça, o banheiro nem sempre foi do jeito que conhecemos hoje. Conheça!

Redação Publicado em 08/07/2021, às 11h00 - Atualizado às 15h59

Imagem ilustrativa de um banheiro - Pixabay
Imagem ilustrativa de um banheiro - Pixabay

Antigamente, não havia privadas e nem sistema de esgoto — a maioria das pessoas fazia suas necessidades ao ar livre, entre árvores e arbustos, ou usava penicos. Era o que acontecia na Grécia antiga, por volta do século 5 antes de Cristo.

Já os romanos, tempos depois, costumavam frequentar banheiros públicos, que tinham latrinas com tampas de mármore, posicionadas uma ao lado da outra. Embaixo delas, corria água, que leva a sujeira para o rio mais próximo. Ninguém ligava para o fato de que havia muita gente por perto.

Na Ásia, há muito tempo as casas já tinham banheiros. Ruínas de privadas com cerca de 5 mil anos foram encontradas na Índia. Elas eram bem simples, formadas por buracos com tampas e conectados a canos de argila, que levavam a redes de esgoto que passavam embaixo das ruas e eram ligadas a rios.

Arqueólogos descobriram também que já existia, na mesma época, banheiros com sistema de água corrente na China. O assento era de pedra e a privada tinha até apoio para os braços! Mas pelo que se sabe esse privilégio era para poucos. Esse cômodo estava na tumba de um rei, que provavelmente imaginava que precisaria de todo o conforto possível na vida após a morte.

Na Idade Média, as cidades da Europa foram crescendo e o problema da higiene também. Na época, a Igreja Católica tornou-se poderosa e os padres não aprovavam a ideia de as pessoas tomarem banho e fazerem suas necessidades em público.

Aí, os banheiros públicos foram fechados, os locais de banho também e muita gente começou a se lavar menos. As necessidades, feitas em penicos dentro de casa, eram jogadas pela janela. O resultado foi que várias doenças começaram a se espalhar rapidamente.

A primeira privada parecida com as que conhecemos, ligada a um sistema de água que permitia o acionamento da descarga, foi construída em 1596, pelo inglês John Harington. Ele fez o projeto especialmente para sua madrinha, a rainha Elizabeth I, da Inglaterra. O modelo foi instalado no palácio real e testada por sua majestade, mas virou piada entre a população. Por incrível que pareça, todo mundo achava a ideia muito estranha.

Até então, os banheiros ficavam em casinhas de madeira, longe das casas. As privadas só ganharam um lugar especial e reservado dentro das residências, em 1668, na França. E isso só aconteceu por uma ordem do governo, que criou uma lei para prevenir doenças e manter a limpeza das cidades. Aí a privada ganhou uma variedade de modelos — podia ser feita de materiais como louça e mármore.

O registro mais antigo do uso de papel higiênico vem da China. No ano de 1391, ele começou a ser produzido para o uso dos imperadores. A versão em pacote, que podia ser comprada por qualquer um, surgiu apenas em 1857. Os rolos apareceram apenas em 1890, nos Estados Unidos. Antes de tudo isso, as pessoas usavam como papel higiênico o que encontravam pela frente, como folhas de plantas, areia ou água, por exemplo.

Graças às descobertas dos cientistas no século 18, as pessoas ficaram sabendo que a falta de higiene podia causar doenças e passaram a se preocupar mais com o assunto. Uma das invenções mais importantes foi o sifão para os vasos sanitários. Ele era um tubo com a forma da letra S que tirava o líquido da privada e o passava para outro recipiente. Assim, o vaso não ficava mais cheio e o cheiro melhorou bastante.