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A lenda do Bebê-Diabo

Em 1975, a notícia do nascimento de uma criança bem peculiar parou São Paulo. Saiba mais!

Daniela Bazi Publicado em 27/04/2020, às 17h33 - Atualizado às 17h40

Capa do jornal falando sobre o Bebê-Diabo - Divulgação
Capa do jornal falando sobre o Bebê-Diabo - Divulgação

No ano de 1975, uma manchete publicada no jornal Notícias Populares, de São Paulo, chamou a atenção de toda a cidade. Em pleno dia das mães, a primeira página noticiava “Nasceu o Diabo em São Paulo — Bebê com Chifres, Rabo e Falando”.

Se tratava do nascimento de uma criança em São Bernardo do Campo que, segundo testemunhas, já teria vindo ao mundo falando, xingando e ameaçando todos que estavam presentes na hora do parto, e que continha chifres, rabo e pelos.

A reportagem ainda disse que, após nascer, o Bebê-Diabo teria desaparecido do hospital, depois de pular da janela do terceiro andar. Em pouco tempo, os exemplares do jornal se esgotaram completamente das bancas e esse se tornou o assunto mais comentado onde quer que você fosse, com muitas pessoas afirmando terem visto a criança do mau.

No ABC Paulista, a rotina dos moradores mudou completamente. Todos passaram a trancar suas portas muito mais cedo do que o costume, e as crianças passaram a ser proibidas de irem para a rua devido ao medo de seus pais. Diversas procissões contra o ser maléfico foram feitas pelas ruas, e religiosos se prontificaram a capturar o bicho.

Muitos acreditavam que a causa para o fenômeno teria vindo da própria família. O pai era um fazendeiro do interior de SP que continha chifres, por isso nunca retirava seu chapéu. Já a mãe, durante a gravidez, teria se direcionado ao neném como “diabo” por inúmeras vezes, enviando energias negativas para o bebê e resultando em uma criatura odiosa.

Até hoje muitos ainda se perguntam se essa história é verdadeira e se o Bebê-Diabo realmente existiu, mas a história nunca foi comprovada. Pouco mais de um mês depois da notícia ser lançada, o público cansou da história e nunca mais voltou à tona com a força da primeira vez. No entanto, todo o desenrolar se tornou um marco entre os paulistas e é relembrado com nostalgia até os dias de hoje.