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Viva a História / Profissões

6 profissões que não existem mais

Já pensou ouvir a trilha sonora dos filmes ao vivo? E ter alguém para despertar você todas as manhãs? Essas atividades já foram trabalhos reais!

Renato Lamanna Publicado em 09/06/2020, às 10h00 - Atualizado em 19/06/2022, às 12h00

Cena da série As Telefonistas, da Netflix - Divulgação/Netflix
Cena da série As Telefonistas, da Netflix - Divulgação/Netflix

Algumas profissões deixaram de existir por causa dos avanços e descobertas da tecnologia. Assim como alguns cargos desapareceram, outros surgiram, criando um ciclo de mudanças na sociedade. Daqui a alguns anos, outras atividades também podem deixar de exister!

1. Operador de telefonia

Antigamente o telefone era um item caro e acessível a poucas pessoas. Por isso, o sistema dependia de um funcionário conhecido como operador de telefonia. Quem precisasse de uma ligação passava pelo operador, que fazia a conexão por meio de cabos e plugs. O processo poderia demorar alguns minutos dependendo da distância.

2. Pianista de cinemas

Até os anos 1920, a tecnologia do cinema da época não permitia que as imagens em movimento fossem acompanhadas de sons. Por isso, era comum encontrar pianistas nos cinemas, que tocavam ao vivo a trilha sonora dos filmes. Tudo para dar mais emoção à história!

3. Leiteiro

Houve uma época em que o leite não era encontrado nas prateleiras dos supermercados — esse alimento não era pasteurizado (processo que surgiu apenas no final do século 19 e que aumenta a validade do leite) e estragava com facilidade. Então, era comum que as pessoas recebessem leite na porta de casa pelas mãos do leiteiro ou entregador de leite. A bebida vinha em garrafas de vidro diretamente do produtor — hoje, a prática se mantém apenas em algumas cidades pequenas.

4. Despertador humano

Durante a primeira metade do século 20, não era tão simples garantir que você acordaria na hora desejada — os despertadores de celular estavam bem longe de existir! Assim, uma profissão comum nas grandes cidades era o despertador humano, pessoa paga para acordar as pessoas, jogando pedrinhas na janela ou usando uma vareta de madeira.

5. Acendedor de lampiões

Pode acreditar: houve uma época em que não tínhamos eletricidade. Aí, a chegada da noite representava o início da tarefa do acendedor de lampiões. Esse profissional saía no fim da tarde para fazer os lampiões dos postes nas ruas funcionarem — à gás, óleo ou querosene. As ruas da cidade de São Paulo, por exemplo, foram iluminadas por lampiões até 1936.

6. Cortador de gelo

A primeira geladeira doméstica só foi inventada em 1913. Sem o aparelho, além de salgar as carnes (para retirar a água e preservar a comida por mais tempo), os mais ricos (e moradores de locais onde o inverno é rigoroso) compravam blocos enormes de gelo das mãos dos cortadores de gelo — eles arriscavam a vida em lagos congelados para cortar grandes pedaços e vendê-los.

Consultoria: José Augusto Dias Jr., historiador formado pela USP e professor de História da FCL.