Recreio

6 objetos históricos e valiosos que estão perdidos

Objetos de figuras históricas e locais importantes se perderam ao longo do tempo e, até hoje, os pesquisadores não os encontraram

Letícia Yazbek e Lucas Vasconcellos Publicado em 12/06/2020, às 12h00 - Atualizado às 15h45

Wikimedia Commons
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Os objetos raros são aqueles considerados únicos, que tiveram importância histórica ou pertenceram a uma personalidade marcante. Esses objetos podem ser naturais ou produzidos pelo homem e não precisam de tempo mínimo para que sejam considerados raros. Os arqueólogos e historiadores procuraram por essas peças por meio de registros históricos, que podem ser escritos, fotográficos ou até orais. Até hoje, algumas delas não foram encontradas!

Tutancâmon – Caixa de perfume feita em ouro

A tumba de Tutancâmon, faraó egípcio que reinou de 1336 a 1327 antes de Cristo, foi encontrada em 1922, no Vale dos Reis (Egito), pela equipe de arqueólogos liderada pelo britânico Howard Carter. Dentro da tumba foram encontrados cerca de dois mil objetos de ouro.

Durante a descoberta, foi feito um registro fotográfico de todo o material encontrado. Entre eles, havia uma caixa de ouro com frascos de perfume. Apesar de estar nas fotos, a caixa de ouro nunca foi mostrada em exposições e não está em nenhuma instituição que abriga os objetos encontrados.

Pirata Barba Negra – Tesouro Escondido

O britânico Edward Teach, conhecido como Barba Negra, foi um dos piratas mais temidos. Por volta de 1700, ele tinha um exército de 300 piratas e encarava os adversários segurando duas espadas. Barba Negra ficou conhecido pelos saques realizados contra os espanhóis que saiam do México e da América Central, levando valiosos tesouros.

Em apenas dois anos, Barba Negra roubou milhões de dólares em ouro. Ele teria enterrado tudo em uma ilha desconhecida no Caribe. O único que sabia da localização do tesouro era o próprio Barba Negra, que morreu em uma emboscada no Caribe.

Farol de Alexandria

Uma das sete maravilhas do mundo antigo, o Farol de Alexandria foi construído para servir de referência para os navegantes, na Ilha de Faros (hoje uma península, situada na baía da cidade egípcia de Alexandria), a mando do cientista Ptolomeu. Por causa do nome da ilha, as construções com o mesmo objetivo são chamadas até hoje de farol.

A obra foi feita pelo arquiteto grego Sóstrato de Cnido. O Farol de Alexandria tinha cerca de 150 metros de altura – acima da torre ficava uma chama sempre acesa. A construção foi derrubada no século 14 por um forte terremoto. Em 1994, foram encontrados blocos de pedra e estátuas que faziam parte do farol. No entanto, a maior parte da construção nunca mais foi vista.

Tesouros de Lima

Quando Lima (Peru) estava à beira de uma revolta, o vice-rei do país decidiu transportar toda a riqueza da cidade para um lugar seguro no México. O capitão inglês William Thompson ficou encarregado da missão. Mas, quando o navio em que estava se afastou da costa, Thompson matou os guardas peruanos e navegou até as Ilhas Cocos, no Oceano Índico, onde teria enterrado o tesouro.

Depois, ele e a tripulação foram capturados e julgados por pirataria. Aí, conseguiram escapar e nunca mais foram vistos, assim como a valiosa fortuna. O tesouro incluía mais de 100 estátuas de ouro, 200 caixas de joias, 273 espadas com punhais de joias, coroas de ouro sólido, 150 cálices e centenas de barras de ouro e prata. Acredita-se que o tesouro ainda está enterrado nas Ilhas Cocos – ele vale mais de 300 milhões de dólares!

Colar de Erifile

Na mitologia grega, Erifile era filha de Talau, rei da cidade de Argos (Grécia), e irmã de Adrastos. Ela foi casada com Anfiarau, com quem teve quatro filhos. Anfiarau foi convocado para participar da Guerra dos Sete, a primeira expedição contra a cidade de Tebas (Grécia).

Como era vidente, Anfiarau não queria ir, pois sabia que não voltaria. Polinices, que queria se tornar rei de Tebas, ofereceu a Erifile o colar de Harmonia, deusa da paz e filha de Afrodite. Assim, Erifile concordou em convencer o marido a ir para a batalha. Sentindo-se traído pela esposa, Anfiarau ordenou que o filho Alcmeão a matasse. Depois da morte de Erifile, não houve mais registros do colar – os arqueólogos nunca o encontraram.

Santos Dumond – Relógio de Pulso

Em 1902, Alberto Santos Dumont pediu ao amigo, o joalheiro e relojoeiro francês Louis Cartier, que desenhasse um relógio de pulso especialmente para ele. É que, durante os voos, era mais complicado tirar o relógio do bolso para checar as horas – Santos Dumont queria um objeto mais prático. Cartier entregou um protótipo a Dumont em 1904 e, três anos depois, o modelo passou a ser vendido para outros clientes.

Depois da morte de Santos Dumont, em 1932, os objetos do brasileiro foram doados para vários museus. Mas o relógio encomendado a Cartier está desaparecido: nem a família de Dumont nem pesquisadores sabem o que aconteceu com ele!