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Planetário / Espaço

Por que Plutão não é mais considerado um planeta?

Há 16 anos, Plutão deixava seu posto como um planeta do Sistema Solar, levantando dúvidas até os dias atuais do porquê isso aconteceu. Descubra!

Renato Lamanna Publicado em 20/11/2020, às 07h35 - Atualizado em 05/06/2022, às 09h00

Plutão, o planeta anão - Divulgação/NASA
Plutão, o planeta anão - Divulgação/NASA

Até 2006, Plutão era considerado o nono planeta do Sistema Solar (contando a partir do Sol). Tudo começou a mudar quando pesquisadores determinaram que esse corpo celeste está no cinturão de Kuiper: uma área que começa a partir da órbita de Netuno e possui diversos corpos celestes formados quase totalmente por rocha e gelo — assim como Plutão, que passou a ser comparado com os outros objetos espaciais da região.

Plutão tem diâmetro de2.374 quilômetros (o menor planeta do Sistema Solar é Mercúrio, com 4.879 quilômetros de diâmetro). A órbita de Plutão é uma elipse excêntrica (elipse achatada) e pode chegar a até 7.330.000.000 de quilômetros de distância do astro-rei.

É um anão!

Depois do que foi descoberto sobre a posição de Plutão, mais indícios apareceram provando que esse era um planeta anão. Entre eles: o tamanho de Plutão (tem 1/5 da massa e 1/3 do volume da Lua terrestre), o fato de ele não ser o astro dominante na região onde fica (disputa espaço com o satélite natural Caronte, por exemplo, que fica muito próximo de Plutão), estar distante demais do Sol e ter poucas luas.

Para diferenciar planetas de planetas anões, um dos critérios usados é avaliar se a órbita do corpo celeste é desimpedida. Ou seja, para ser um planeta, o caminho que o astro faz em torno do Sol não pode conter asteroides ou outros objetos que atrapalhem a órbita. Já um planeta anão, como Plutão, é aquele que não conseguiu limpar a própria órbita depois da formação.

Plutão foi descoberto em 1930 pelo astrônomo norte-americano Clyde Tombaugh. Os pesquisadores receberam mais de mil sugestões de nomes para batizar o, então, novo planeta. A ideia de uma menina de 11 anos foi a que pareceu mais adequada: Plutão, em homenagem ao deus romano do submundo, já que se tratava de um astro escuro e gelado.

Consultoria: Leandro Guedes (pós-graduado em astrofísica extragaláctica e filosofia da ciência na Universidade de Notre Dame, EUA).


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