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Por que os cães de porte grande vivem menos?

Uma combinação de fatores faz com que os cachorros se desenvolvam e envelheçam mais rapidamente

Letícia Yazbek Publicado em 09/06/2020, às 11h00 - Atualizado às 18h36

Getty Images
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Pode parecer estranho, mas é verdade: em geral, os cães de grande porte vivem menos do que os de pequeno porte. Em cães de grande porte, a idade tem ritmo acelerado, o que faz com que eles percam a energia e a vitalidade mais cedo.

Para conseguir energia suficiente para crescer e se desenvolver, o organismo trabalha para quebrar os nutrientes presentes nos alimentos. Mas quando isso acontece, algumas moléculas - os radicais livres - também são fabricadas no processo. Essas moléculas são instáveis e podem oxidar facilmente.

Os radicais livres podem danificar as membranas das células e contribuir para o desenvolvimento de câncer, por exemplo. Alguns especialistas também acreditam que eles aceleram o envelhecimento. As raças maiores também tendem a sofrer mais com desgastes ósseos, problemas nos sistemas digestório e circulatório e com outras doenças.

Enquanto isso, os cães de raça de pequeno porte têm o crescimento e a divisão celular mais lentos, o que retarda o envelhecimento e diminui o risco de câncer. As baixas taxas do hormônio do crescimento também reduzem o risco de problemas relacionados à idade e aumentam a expectativa de vida.

Por isso, a fórmula de que 1 ano na vida de um cachorro equivale a 7 anos para um humano não é real. Por exemplo, um dogue alemão de cerca de 50 quilos costuma chegar aos 10 anos de vida - aos 7 anos, ele já é considerado idoso. Já um poodle costuma viver 15 anos, e só chega na terceira idade aos 10.

Além disso, o tempo de vida depende variações genéticas e de cuidados como vacinação e alimentação adequada - um aumento de 2 quilos costuma diminuir um mês na expectativa de vida.