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Natureza / Brasil

Rio Amazonas: Ele é o mais extenso do mundo?

Recordista mundial em volume de água, ele joga 210 milhões de litros por segundo no oceano Atlântico

Christiane Oliveira Publicado em 16/01/2022, às 10h00

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Getty Images
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O rio Amazonas é considerado por muitos especialistas o rio mais extenso do mundo - ele tem cerca de 6.992 quilômetros. No entanto, ele ainda disputa o título com o rio Nilo - ainda há discussões sobre isso, e não se sabe a real extensão dos dois rios. O que os pesquisadores sabem é que tanto o Amazonas quanto o Nilo têm mais de 6.800 quilômetros de extensão.

O Amazonas nasce bem distante do Brasil, ao lado do vulcão Misti, que fica na Cordilheira dos Andes, Peru. Ao entrar no Brasil, recebe o nome de Solimões, segue até Manaus e vira o Amazonas. O rio cruza o Pará e deságua no oceano Atlântico, entre o Pará e o Amapá.

O Amazonas foi descoberto pelo navegador espanhol Vicente Yañez Pizón, em 1500, e batizado de Mar Dulce. Em 1532, o espanhol Franciso Orellana, o primeiro a atravessar o rio, trocou o nome para Amazonas – homenagem a um grupo guerreiras, chamado Amazonas, que lutou com Francisco durante a expedição pela América do Sul.

Recordista mundial em volume de água, o rio Amazonas joga 210 milhões de litros por segundo no oceano Atlântico. Isso significa que, a cada segundo, o rio conseguiria abastecer 210 mil casas. Viaje com a gente por essa imensidão aquática!

As águas do Amazonas são profundas e atingem 110 metros de no período de águas altas (entre os meses de maio e junho), na cidade de Itacoiatira, Amazonas. Navios de alto-mar conseguem navegar por ele onde a profundidade é maior do que 50 metros.

Surfe de água doce

Já ouviu falar da pororoca? É uma onda de 3 a 6 metros de altura que se forma no Amazonas e em afluentes do rio. Ela surge quando o mar invade o rio com uma grande onda. As mais intensas ocorrem entre março e abril ou quando a Lua é nova ou cheia. Para aproveitar a onda, existe até campeonato de surfe no Amapá, no Pará e no Maranhão.

Encontro das águas

Dois dos afluentes do Amazonas, ou seja, rios que desaguam nele, criam o fenômeno chamado Encontro das Águas. São os rios Negro (águas cristalinas) e Solimões (águas barrentas): eles não se misturam porque têm águas em temperaturas e características diferentes (as do Rio Negro são mais ácidas e as do Solimões, mais densas). Os dois correm lado a lado por cerca de 20 quilômetros.

Consultoria: Naziano P. Filizola Junior (doutor em Hidrologia e Geologia pela Universite de Toulouse III e professor da Universidade Federal do Amazonas).