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Natureza / Meio ambiente

7 plantas que parecem inofensivas mas são venenosas

Algumas plantas são venenosas e podem afetar a saúde de humanos e de animais

Lucas Vasconcellos Publicado em 27/05/2020, às 10h00 - Atualizado às 19h14

Planta Espirradeira ou oleandro - Divulgação
Planta Espirradeira ou oleandro - Divulgação

Algumas espécies de plantas são coloridas, bonitas e aparentemente inofensivas, mas podem ser muito perigosas. Não existem características externas para indicar se uma planta é perigosa. Por isso, o melhor é não ingerir, passar as mãos ou brincar com elas. 

Conheça algumas espécies venenosas e fique esperto!

Espirradeira ou oleandro (Nerium oleander)

Por causa da beleza, é cultivada para decoração em jardins e locais públicos, como praças. Mas não se engane: todas as partes possuem diferentes tipos de toxina (até o mel das abelhas que usaram o néctar das flores de espirradeira pode ser tóxico).

Local de origem: região do mar Mediterrâneo e extremo Oriente

Alerta: pode causar vômitos e problemas no coração. Por instinto, os animais costumam se afastar da espirradeira, mas, por ser uma planta de jardim, cães e gatos podem se intoxicar

Olho-de-boneca ou erva-de-são-cristóvão (Actaea pachypoda)

Com ramos de apenas 1 centímetro de diâmetro e pequenos frutos brancos com uma mancha preta (parecido com os olhos de uma boneca), a planta inteira é tóxica - a maior concentração está nos frutos, que são muito atrativos, mas provocam irritação na boca.

Local de origem: Norte e leste da América do Norte

Alerta: o veneno atua sobre o músculo do coração e pode causar morte rápida. Os sintomas iniciais de intoxicação são sensação de queimação (na boca e na garganta) e salivação

Trombeteira, saia-branca ou trombeta-de-anjo (Brugmansia suaveolens)

As folhas grandes (cerca de 30 centímetros) e, na maioria das vezes, de coloração branca, têm substâncias tóxicas e que causam alucinações.

Local de origem: América do Sul

Alerta: além das alucinações, provoca secura na boca, dilatação das pupilas, taquicardia e distúrbios visuais e auditivos

Teixo (Taxus baccata)

Produz sementes, envolvidas por uma espécie de fruto vermelho e de consistência carnosa. Essa parte não é tóxica (pássaros ingerem as sementes e as dispersam pelo ambiente sem terem qualquer problema). Já as folhas são bem perigosas!

Local de origem: África, Ásia e Europa

Alerta: quem entra em contato sente tontura, náusea, tem vômito, dores abdominais, redução do ritmo cardíaco e pode morrer

Cicuta (Cicuta virosa)

Considerada uma das plantas mais perigosas dos países de clima temperado, a cicuta é extremamente venenosa! Toda a planta, especialmente a raiz, contém uma substância chamada cicutoxina.

Local de origem: América do Norte e Europa (em locais de solos úmidos ou encharcados)

Alerta: leva a convulsões, náuseas, vômitos, dor abdominal, tremores, confusão mental, fraqueza, tontura e problemas no coração

Jequiriti ou ervilha-do-rosário (Abrus precatorius)

Planta trepadeira, tem sementes muito atrativas, vermelhas com uma mancha negra (usadas para fazer objetos, como pulseiras). O veneno está em toda planta, que já foi usada para fazer rosários, daí a origem do nome científico (Abrus precatorius, que significa ora ou reza). A toxina do jequiriti é uma das mais perigosas que se conhece!

Local de origem: Sudeste asiático, mas foi inserida em diversos locais tropicais, incluindo o Brasil

Alerta: as sementes têm um tegumento (estrutura que a envolve) espesso e duro. Por isso, se apenas uma for ingerida, não há intoxicação (ela passa pelo intestino sem liberar a toxina). O problema é a ingestão de diversas sementes.

Mamona (Ricinus communis)

No interior do fruto da mamona estão as sementes, que contêm ricina, uma proteína perigosa. Por ser comum em zonas rurais e terrenos baldios, está entre as plantas que mais causam acidentes de intoxicação em humanos e no gado bovino.

Local de origem: África (foi levada para muitos países tropicais e cresce espontaneamente no Brasil)

Alerta: quando ingerida, pode causar irritação no estômago e nos intestinos, dor abdominal com cólicas intensas, náusea, vômito, diarreia, queda de pressão arterial e até parada cardíaca

Consultoria: Antonio Salatino (professor titular sênior do Departamento de Botânica da USP) e Massanori Takaki (professor titular da UNESP).