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Oceano Índico: Entre a Ásia e a África

Apesar de perder em tamanho para o Pacífico e para o Atlântico, o Oceano Índico tem ondas com cerca de 30 metros de altura – e vários outros mistérios

Silvia Regina Publicado em 29/01/2020, às 10h00

Getty Images
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Localizado a leste da África, ao sul da Ásia, a oeste da Oceania e ao norte da Antártida, o Oceano Índico banha 38 países, como África do Sul, Somália, Índia, Camboja, Indonésia e Austrália. E o nome veio justamente disso – por estar nos litorais da Índia e da Indonésia. Ele tem uma área de 70,5 milhões de quilômetros quadrados, 10 vezes a área da Austrália.

No total, este oceano possui 10 ilhas. Algumas são bem conhecidas, como Sri Lanka e Madasgascar. E há uma ilha bem pequena (com 135 quilômetros quadrados), chamada Christmas Island (Ilha do Natal) – ela foi avistada pela primeira em 25 de dezembro de 1643, pelo capitão inglês William Mynors.

Existem vários mares dentro do Índico. Os mais famosos são o Mar Vermelho, o Golfo Pérsico, o Golfo de Aden, o Mar da Arábia e o Canal de Moçambique. E você sabe a diferença entre mar e oceano? Oceanos são porções extensas de água profunda, que passam por continentes. Já mares são menores, passam por países, tem águas mais rasas e sempre se ligam a um oceano.

Há um fenômeno que ocorre apenas no Oceano Índico, perto da costa africana: a Corrente das Agulhas. Essa corrente de água anda para um lado e depois se desvia, mudando completamente de direção. Às vezes, cria redemoinhos que carregam as águas do Índico para o Atlântico – elevando, por exemplo, a temperatura das águas do litoral brasileiro. A corrente ainda forma ondas com 30 metros de altura e 150 quilômetros de largura!

A temperatura das águas do Índico é bem variada. Nas regiões próximas ao Oceano Antártico, ao sul, ele fica tão que chega a congelar. Nas áreas mais ao norte, rodeadas por terra, os 30ºC do mar são ótimos para curtir uma praia.


Consultoria: Catherine G. Ribeiro (doutoranda em Oceanografia Biológica na USP), Edmo Campos (especialista em Oceanografia Física da USP) e Paulo Sumida (professor de Oceanografia do Instituto Oceanográfico da USP).