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Monumento à República: Marco de uma nova era

Localizado na capital do Pará, ele está cheio de detalhe que homenageiam nosso atual regime político

Bruna Cardoso Publicado em 01/03/2020, às 13h00

Reprodução
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O Monumento à República fica na Praça da República, no centro de Belém, Pará. Erguido em 1897 para comemorar o primeiro aniversário da implantação do regime republicano no Brasil, a construção foi uma iniciativa de Justo Chermont, governador do estado na época. Ele realizou um concurso para escolher o melhor projeto que, com uma ajuda de consulados brasileiros, foi divulgado pelo Europa. A escultura vencedora foi a de Michele Sansebastiano, escultor de Gênova, Itália.

Com 20 metros de altura, o monumento é formado por um conjunto de esculturas erguido sobre quatro degraus, um pedestal e uma coluna. Entenda melhor cada parte:

- No alto da coluna está a figura de uma mulher que representa a República, inspirada na figura de Marianne, personificação da República Francesa.

- No pedestal, representando o Progresso Nacional, um homem com asas levanta o estandarte da República e se apoia em um leão, que simboliza a força.

- Representando a História, uma mulher com asas está sentada sobre cinco livros (com a mão direita, ela indica o registro da Proclamação da República em um grande livro segurado por uma criança com asas).

- Sentadas nas laterais do monumento, duas crianças apresentam ao público as palavras: união e probidade (integridade).

Nas laterais do pedestal foram inseridas datas, nomes e placas de autoridades e personalidades. Por exemplo: 15 de novembro de 1889, dia da Proclamação da República, ao lado do nome de Benjamin Constant – um dos principais articuladores da proclamação; e 16 de novembro de 1889, dia em que dom Pedro II recebeu um comunicado informando-o sobre a proclamação da República e um prazo para deixar o país.

A Praça da República, onde fica o monumento, é uma das maiores e mais importantes de Belém. O local chegou a ter uma forca (não existem registros de execuções) e um cemitério para escravos. Hoje, na região da praça fica o Teatro Waldemar Henrique e o Instituto de Ciências da Arte da Universidade Federal do Pará.

Quem está na capital do Pará não pode perder a chance de visitar o Monumento à República e conferir de perto tantos detalhes. A praça é pública, ou seja, um passeio divertido e gratuito.