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Mapa-Múndi / Cultura

Da comida aos aniversários: 3 diferenças culturais entre o Brasil e a Coreia do Sul

A Recreio conversou com o Centro Cultural Coreano no Brasil, que explicou um pouco mais sobre as diferenças culturais entre os países. Confira!

Daniela Bazi Publicado em 28/07/2022, às 17h56

Torcedoras brasileira e coreana durante as Olimpíadas de Londres - Getty Images
Torcedoras brasileira e coreana durante as Olimpíadas de Londres - Getty Images

Graças à enorme popularização da cultura sul-coreana nos últimos anos, diversas pessoas começaram a se interessar ainda mais sobre a história e os costumes da Coreia do Sul — que podem ser um pouco diferentes daqueles que temos no Brasil.

Para entender um pouco mais sobre essas diferenças, a Recreio teve uma conversa incrível com o Centro Cultural Coreano no Brasil (CCCB), que explicou tudinho sobre alguns diferentes aspectos entre os países.

Comida

Por aqui, um prato típico para os brasileiros sempre conta com um pouco de arroz e feijão. O CCCB explica que a base do Hansik (culinária coreana) também é o arroz, que é servido com diversos acompanhamentos, como kimchi, hortaliças e legumes refogados.

Além disso, diferentes sopas e assados também são bastante comuns na Coreia do Sul, mas é importante lembrar que pode haver uma pequena diferença entre a comida caseira, e a servida em restaurantes.

“Assim como na gastronomia brasileira, em que cada região possui uma variedade de sabores e temperos, a culinária coreana também difere regionalmente”, explica a equipe do CCCB. “O modo de preparo e os tipos de pratos são diversos, então não é possível citar todos, mas um exemplo interessante é o arroz. Normalmente, nós consumimos o arroz branco, porém existem muitos tipos de arroz que são combinados com outros alimentos como grãos, o que é conhecido como jabgokbap em coreano”.

Caso você se interesse pela culinária coreana, o Centro Cultural Coreano também revelou para a Recreio que está preparando uma exposição de alimentos de fácil preparo (snacks). Segundo a equipe, “Não seria Hansik tradicional, mas os visitantes poderão conhecer diversos tipos de comida que são de fácil consumo. Pedimos que nos visitem, pois será imperdível”.

Aniversários

Se você acompanha a cultura coreana, já notou que por lá o sistema de idade é um pouco diferente do Brasil. Na Coreia do Sul, as pessoas já nascem com um ano, e envelhecem juntos no ano novo. Mas, você sabe como funciona esse sistema?

De acordo com o CCCB, essa contagem é conhecida popularmente como “idade coreana”, mas o termo correto seria a metodologia de contagem da idade do leste da Ásia.

“No passado, quando o “0” (zero) não era tão conhecido, as pessoas adotavam essa metodologia e esse costume persiste até hoje. Porém, a idade que adotamos legalmente na Coreia segue o mesmo critério do Brasil. Nosso governo está se esforçando para seguir o critério global para eliminar os problemas sociais”, explica.

Relação com pessoas mais velhas

Por aqui, é comum tratarmos como "senhor" ou "senhora" apenas pessoas muito mais velhas. Enquanto isso, na Coreia existe uma tradição que surgiu em respeito às pessoas tidas como superior em termos de idade ou hierárquico, onde utiliza-se “-nim” no final do termo.

“Acreditamos que muitos estrangeiros se confundem devido à linguagem formal”, afirma o Centro Cultural Coreano. “As pessoas que estudam coreano poderão perceber que há três formas de falar na Coreia, informal, formal e além do formal. A linguagem formal acontece quando a situação requer certa formalidade durante a comunicação, enquanto a linguagem além do formal seria destinada a ocorrências em que um indivíduo se dirige a um superior hierarquicamente ou quando há muita diferença de idade entre os falantes”.

No entanto, o CCCB destaca que os estrangeiros não precisam se preocupar tanto em se familiarizar com essa cultura de formalidade utilizada na Coreia. “A sociedade coreana é muito compreensiva com as pessoas que não conhecem muito da nossa cultura. Não é algo publicado oficialmente, mas o povo coreano é muito receptivo. Então não se sintam pressionados em tentar se ajustar nisso”.