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Por que hoje comemoramos o Dia de Tiradentes?

Nesse dia, em 1972, falecia José Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes, símbolo da Inconfidência Mineira. Entenda o que foi esse momento histórico!

Redação Publicado em 21/04/2022, às 11h00

José Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes - Domínio público/Acervo Museu Paulista (USP)
José Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes - Domínio público/Acervo Museu Paulista (USP)

Em 21 de abril, comemoramos o Dia de Tiradentes em homenagem a José Joaquim da Silva Xavier, que morreu nesse dia em 1792, e participou da Inconfidência Mineira. Entenda melhor essa história!

O motivo

Depois de muito tempo lucrando com a extração de ouro no Brasil, Portugal, que na época colonizava nosso país, começou a perder dinheiro. É que o ouro passou a não ser encontrado tão facilmente por aqui. Para reverter a situação, a partir de 1750, a Coroa Portuguesa determinou o pagamento de alguns impostos — e esse foi o principal fator que levou à Inconfidência Mineira.

Campo das ideias

A Inconfidência Mineira surgiu na região de Vila Rica, hoje conhecida como cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais. Os que se revoltaram contra os portugueses eram membros da elite, que tiveram acesso a ideias revolucionárias do século 19, como a Constituição dos Estados Unidos.

Alguns deles: José Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes; o poeta Tomás Antonio Gonzaga; e Claudio Manuel da Costa, também poeta.

Hora da luta?

Mas o movimento não chegou a ocorrer de fato. Tratava-se de uma conspiração contra a Coroa Portuguesa que foi descoberta pelo governo, em 1789, antes de qualquer coisa acontecer. Isso quer dizer que Tiradentes e os membros do grupo não puderam agir.

É o fim!

Tiradentes é lembrado até hoje porque foi usado como exemplo pela Coroa Portuguesa: após ser enforcado, teve a cabeça exposta na cidade do Rio de Janeiro. Os outros integrantes do movimento foram para a prisão e exilados na África. Tempos depois, com a Proclamação da República, em 1889, o dia 21 de abril virou feriado em homenagem à antiga tentativa de ficar livre do domínio português (apesar de não ter sido um movimento decisivo para isso).