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Como funciona o trabalho dos paleontólogos?

Eles são os responsáveis por descobrir fósseis de seres que existiram há milhares de anos. Saiba mais!

Bruna Cardoso Publicado em 18/12/2020, às 10h00 - Atualizado às 18h28

Imagem ilustrativa do fóssil de um dinossauro - Wikimedia Commons
Imagem ilustrativa do fóssil de um dinossauro - Wikimedia Commons

Os restos de um organismo só se transformam em fósseis se forem soterrados (pela ação de animais, pelo vento ou até pelo homem) e ficarem protegidos dentro de uma rocha sedimentar (formação natural que surge a partir de restos de outras rochas ou de minerais salinos que foram dissolvidos em ambientes aquáticos). Os paleontólogos só descobrem um fóssil se essa rocha sofrer erosão (por efeito da chuva ou por escavações) e revelar o conteúdo que estava escondido.

Quando um fóssil surge, o paleontólogo precisa seguir cinco passos:

1. Como não existe um aparelho que detecte a presença de fósseis em uma rocha, quando paleontólogo sabe da existência de um, precisa voltar sempre que possível ao mesmo local para ver se a erosão fez aparecer mais algum fóssil. Em geral, o paleontólogo não escava para procurar novas espécies (a não ser que se saiba que o local tem muitos fósseis juntos, o que é raro). Por isso, é preciso ser paciente!

2. Depois de identificar a rocha que contém o fóssil, o paleontólogo passa a procurar aquele mesmo tipo de rocha em outros locais. Essa busca é necessária porque é bem provável que o mesmo fóssil (e outros) possa ser encontrado em mais lugares.

3. Cada fóssil encontrado deve ser coletado com cuidado (o material é frágil). O paleontólogo deve anotar, ainda no local da descoberta, todos os dados, como: localização geográfica, estado de preservação e posição dentro da camada da rocha.

4. Após a coleta, o material é levado para uma instituição de pesquisa. Lá, o fóssil será separado da rocha e receberá um número de identificação. Então, ficará sob os cuidados do responsável pela coleção de fósseis, que deverá olhar pela integridade e conservação do material, além de dar acesso os pesquisadores que vão estudar o material.

5. Já na instituição de pesquisa, o paleontólogo faz uma comparação entre o exemplar novo e outros já encontrados – além de compará-lo (pela forma e aparência externa) com organismos atuais. Se o fóssil for diferente do que existe atualmente ou já existiu, é preciso descobrir parentes próximos (vivos ou fósseis) para que ele ganhe um nome e família (classificação).