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Escola / Brasil

Bebidas tipicamente brasileiras

Nosso país possui diversos tipos de bebida, que variam conforme a região. Saiba mais sobre algumas delas e escolha a sua preferida!

Bruna Cardoso Publicado em 29/06/2022, às 13h14

Águas de coco - Pixabay
Águas de coco - Pixabay

A cara do Brasil

O café surgiu na Etiópia, no século 9, e espalhou-se pelo mundo. Produzido a partir dos grãos torrados do fruto do cafeeiro, chegou ao Brasil em 1727, em Belém (Pará), trazido da Guiana Francesa (era um produto com grande valor comercial na época). Hoje, é consumido por todo o país e tem benefícios comprovados – traz disposição e melhora o sistema respiratório, por exemplo. Crianças a partir de 6 anos podem consumir, de preferência 1 xícara a cada dois dias — misture com leite.

Delícia do caju

Já ouviu falar de cajuína? Essa bebida típica do Piauí é feita a partir do suco do caju — o suco é filtrado e passa pela clarificação (é acrescentada uma solução de gelatina para que ele fique mais claro). Depois, é cozido em banho maria até o açúcar ser caramelizado. A cajuína surgiu em 1900, quando foi criada por um farmacêutico do Piauí — estado onde, na época, já havia muita plantação da fruta. Rica em vitamina D, a bebida fortalece as artérias e veias.

Saúde!

Em um dia de calor na praia não há nada melhor do que tomar uma água de coco bem geladinha, não é? Ela fica armazenada naturalmente dentro do coco, fruto do coqueiro — planta que pode ter tido origem no sudeste Asiático ou nordeste da América do Sul. A água de coco é uma ótima opção, pois é rica em potássio e hidrata o corpo.

É bom, tchê!

Típico da cultura gaúcha, o chimarrão também marca presença no Paraná e em Santa Catarina. Para prepará-lo, é preciso moer a erva-mate (aquela do chá) e colocá-la em água quente. Na hora de tomar, não pode faltar a bomba, um canudo com filtro e bocal de prata, e a cuia, onde a bebida fica.

chimarrão
Chimarrão / Crédito: Pixabay

O chimarrão é uma herança dos índios guaranis, um dos primeiros povos a usar a erva-mate com água quente. Eles habitavam a região do Paraná quando os espanhóis chegaram à América, no final do século 15. Não faltam benefícios nessa bebida: além de ajudar na digestão, tem vitaminas, sais minerais, cálcio e potássio.

Tudo moído

Essa bebida parece um refrigerante, mas se chama aluá! É feita a partir da fermentação de grãos de milho moídos e muito conhecida no Norte e Nordeste — foi trazida pelos portugueses e se concentrou em locais como Amazônia, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Em Manaus, o aluá é feito com cascas de abacaxi, gengibre e milho moídos, junto com açúcar, cravo e erva-doce. É rico em vitaminas, fibras e minerais.

Quase comida

O chibé, também conhecido como jacuba, é típico da Amazônia e preparado com farinha de mandioca e água: os grãos da farinha incham, ganham textura líquida e recebem sal, pimenta e outros temperos (ou açúcar, mel e rapadura). O chibé tem vitaminas e é fonte de energia.

Direto da planta

Também chamado de garapa, o caldo de cana vem diretamente da cana-de-açúcar por meio do processo de moagem: a casca da cana é raspada para eliminar sujeiras, a cana é espremida e o caldo sai pronto para tomar (fica melhor gelado!).

A origem está ligada à exploração da cana-de-açúcar no século 16, período em que a planta chegou ao Brasil e engenhos de açúcar foram instalados por aqui — éramos uma colônia de Portugal. Os escravos foram os primeiros a tomar a bebida, que conserva os nutrientes da cana (minerais, ferro, cálcio e vitaminas B e C). Mas é melhor não exagerar, pois trata-se de uma bebida muito doce. Fique esperto!