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De Mona Lisa ao Nascimento de Vênus: As 10 pinturas mais famosas do mundo

Saiba mais sobre algumas das obras de arte mais conhecidas de todos os tempos

Bruna Cardoso Publicado em 12/03/2021, às 09h44 - Atualizado às 14h12

Quadro Persistência da Memória (1931), de Salvador Dalí - Wikimedia Commons
Quadro Persistência da Memória (1931), de Salvador Dalí - Wikimedia Commons

1. Sorriso misterioso

A postura tímida e a expressão curiosa transforma a Mona Lisa (1503-1517), do italiano Lernardo da Vinci em um supermistério! O pintor era detalhista e simples ao mesmo tempo, e o quadro mostra que a humanidade e a natureza podem conviver em harmonia — como a Mona Lisa e a paisagem de fundo. Ele usou até a matemática para preparar a obra e atingir a perfeição e o equilíbrio.

Onde está hoje: Museu do Louvre, Paris (França)

2. Cheio de significado

A brasileira Tarsila do Amaralretratou nosso país de forma bem moderna e colorida na obra Abaporu (1928). Ela quis mostrar a valorização do trabalho físico (homem com pés e mãos grandes) e a desvalorização do trabalho mental (cabeça pequena) — algo muito marcante naquela época. Os pés grandes também revelam forte conexão do ser humano com a terra. E as cores remetem ao azul, verde e amarelo da nossa bandeira.

Onde está hoje: Museu de Arte Latino-americana de Buenos Aires, Buenos Aires (Argentina)

3. A dor de cada um

Em uma tarde quente, o pintor norueguês Edvard Munch teve a inspiração para o famoso quadro O Grito (1893). Ele e dois amigos caminhavam pela doca de Oslofjord, Oslo (Noruega), quando observaram as cores quentes no céu e, no mesmo instante, sentiram uma dor profunda. Edvard Munch sempre foi solitário e triste e, na obra, buscou mostrar que o sofrimento de uma pessoa não é o mesmo de outra — e que o mundo é bem diferente do que acreditamos ser.

Onde está hoje: Galeria Nacional de Oslo (Noruega)

4. Papéis invertidos

Uma das pinturas mais analisadas do mundo é As Meninas (1656), do espanhol Diego Velázquez, por criar uma relação diferente entre o observador e os personagens. Velázquez era camareiro (servia à mesa nas refeições e cuidava dos quartos) na corte do rei Filipe IV, na Espanha do século 17, e pintava muitas pessoas importantes do palácio. No quadro, ele contesta a autoridade da monarquia ao colocar os reis sem destaque (observadores) e ele próprio no meio da cena. Também existe a ilusão de que estamos sendo observados pelos personagens!

Onde está hoje: Museu do Prado, Madri (Espanha)

5. As estrelas são dele!

O holandês Vincent Van Gogh usou elementos da própria memória para pintar em três noites o famoso Noite Estrelada (1889). Naquela época, ele vivia no asilo Saint-Rémy-de-Provence (França) e sentia muita falta da Holanda. Por isso, transformou a saudade em pintura. No quadro, um vilarejo holandês surge com uma típica igreja ao fundo. O que chama mais atenção é o colorido da noite, com céu cheio de curvas, e a tranquilidade do lugar.

Onde está hoje: Museu de Arte Moderna, Nova York (Estados Unidos)

6. Paixão por si mesmo

Na mitologia grega, Narciso era um belo rapaz que se apaixonou pelo próprio reflexo em um lago. O pintor italiano Caravaggio se inspirou nesse mito para pintar Narciso (1597-1599): o quadro mostra um rapaz ruivo admirando a própria imagem, que parece ser só o que importa para ele. A obra também faz uma crítica àqueles que não pensam no próximo. 

Onde está hoje: Galeria Nacional de Arte Antiga, Roma (Itália)

7. Muitos detalhes

O espanhol Salvador Dalí gostava de juntar a realidade e a imaginação. Não seria diferente com Persistência da Memória (1931): as formigas representam a ansiedade que muitos têm com relação ao tempo; os relógios derretidos são, na verdade, uma combinação de relógios e queijos, mostrando o tempo e a mente (cheios de buracos e nada confiáveis); a imagem no centro é o olho do próprio Dali, fechado em um sono profundo, indicando que a mente descansada é que funciona; e a paisagem é o litoral de Port Lligat, em Barcelona (Espanha), casa do pintor.

Onde está hoje: Museu de Arte Moderna, Nova York (Estados Unidos)

8. Como se fosse real

A inspiração do francês Claude Monet para pintar Impressão, Sol Nascente (1872) foi o nascer do Sol da baía de Le Havre, na Normandia (França). Todos os traços foram feitos para que o observador sentisse a realidade do lugar. O reflexo do Sol leva à sensação de profundidade da água; as partes em branco mostram as ondas quebrando no porto; e quase dá para sentir a umidade do ar e o calor do dia.  

Onde está hoje: Museu Marmottan Monet, Paris (França)

9. Representação da mitologia

Encomendada pelo político Lorenzo di Pierfrancesco de Médici, O Nascimento de Vênus (1483) é obra do italiano Sandro Botticelli. A pintura mostra Vênus, a deusa romana do amor e da beleza, emergindo das águas em uma concha. Ícone do Renascimento, a obra evidencia a influência greco-romana e faz referência à cultura pagã.

Onde está hoje: Galleria degli Uffizi, Florença (Itália)

10. Luta pela liberdade

Pintada a óleo pelo espanhol Pablo Picasso, Guernica (1937), é “uma declaração de guerra contra a guerra e um manifesto contra a violência”. O quadro representa o drama, a tragédia e a morte, além as terríveis consequências da guerra. A obra é uma mensagem contra o bombardeio aéreo à cidade de Guernica e a ascensão dos governos fascistas na Europa.

Onde está hoje: Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madri (Espanha)