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Anos bissextos: Saiba por que eles existem

Em 2020, fevereiro tem um dia a mais em relação ao ano normal. Entenda por que isso acontece

Letícia Yazbek Publicado em 29/02/2020, às 14h00

Pixabay
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O ano bissexto é o ano que tem 366 dias, um dia a mais do que o ano normal. Esse dia extra ocorre a cada quatro anos, quando é adicionado no calendário o dia 29 de fevereiro.

Isso acontece porque nosso planeta não demora 365 dias exatos para dar uma volta em torno do Sol, mas 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 56 segundos. Esse tempo é arredonado para 6 horas e adicionado a cada quatro anos, totalizando o tempo de um dia, 24 horas.

A adoção do ano bissexto foi sugerida pelo cientista grego Ptolomeu em 238 a.C., em Alexandria, no Egito, mas só se tornou realidade por volta de 45 a.C., quando o imperador romano Júlio César pediu que o astrônomo Sosígenes criasse um calendário que fosse mais adaptado à realidade de rotação da Terra.

Sosígenes propôs um calendário muito parecido com o utiizado pelos egípcios, com 365 dias e um dia a mais a cada quatro anos. Esse novo calendário foi chamado de juliano, em homenagem ao imperador. Os romanos decidiram colocar esse dia extra em fevereiro, que era o último mês do ano.

O termo bissexto vem do latim ante diem bis sextum Kalendas Martias, que significa o sexto dia antes das Calendas de Março - por isso, o dia extra caía em 24 de fevereiro. 

No século 16, o papa Gregório 13, decidiu aperfeiçoar o calendário, que continha alguns erros. O novo calendário, chamado de gregoriano, estipulava o dia 29 de fevereiro como o dia extra.