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Afinal, qual foi o primeiro filme colorido da Disney?

Em um processo inovador, a Disney lançou seu primeiro filme colorido em pouco menos de dez anos depois de sua fundação; descubra qual é ele!

Logo do Walt Disney Studios - Divulgação/Disney
Logo do Walt Disney Studios - Divulgação/Disney

Quando a Disney foi fundada, em 1923, por Roy e Walt Disney, os recursos cinematográficos ainda eram simples e, muitas vezes, não apresentavam resultados satisfatórios. Um exemplo é o uso de cores em filmes, que já era visto nas telas há décadas, mas, além de ser algo trabalhoso, demorado e caro de fazer, não transmitia uma boa qualidade realista ou ilustrativa e, por isso, foi perdendo o interesse dos cineastas em aplicá-las em suas narrativas e do público em assisti-las nos cinemas.

Foi então que Walt viu uma oportunidade de inovar. Como repercutido pelo blog oficial do museu The Walt Disney Family, Walt lembrou ao jornalista Pete Martin que havia um desejo constante em aplicar cores nas narrativas do estúdio, mas da maneira feita até então, não o satisfazia: “sempre me interessei por cores, mas a cor do filme na época não era muito boa. Não teve muito sucesso nos cinemas porque havia uma certa qualidade borrada nele.” 

Dessa forma, nos anos 1930, a Technicolor, empresa desenvolvedora na área há anos, introduziu um novo processo onde três rolos de filme separados, cada um de uma cor, em vermelho, verde e azul, deveriam ser combinados na câmera para criar imagens coloridas (antes disso, eram combinadas apenas duas cores, o verde e o vermelho), trazendo novas possibilidades, visto que o resultado do novo processo criava imagens com cores vivas, algo difícil de conquistar anteriormente. 

Como resultado, Walt viu o filme feito em Technicolor de três faixas como oportunidade de criar o seu primeiro filme colorido — e assim o fez com “Flowers and Trees”, curta-metragem lançado em 1932 como um dos projetos da série experimental do estúdio, "Silly Symphonies".

Dirigido por Burt Gillett, a animação acompanha o romance que nasce entre duas árvores antropomorfizadas e enfrentam um grande drama: o ataque de um tronco em decomposição que deseja destruir a casa que ambos possuem na floresta. Relembre!

Ainda assim, o processo para produzir o filme não foi nada fácil. Isso porque a Disney havia começado a produzir o curta em preto e branco, como escreve o historiador Michael Barrier, sendo necessário refazer toda a duração já finalizada. Além disso, foi algo que levou tempo, visto que semanas de testes de filme foram necessárias para refinar a seleção de cores e, para usar a técnica de três tiras, o cartoon também teve que ser fotografado nas próprias instalações da Technicolor.

Por mais que tenha exigido um enorme trabalho, o resultado foi recompensado, visto que o curta se tornou a primeira animação da Disney a receber o Oscar de Melhor Curta-Metragem de Animação, entregue em novembro do mesmo ano.