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Afinal, o que são as gerações do k-pop?

Descubra o que são, como surgiram e como são divididas as famosas gerações do k-pop

GOT the Beat, grupo composto por diferentes gerações do k-pop - Divulgação/ SM Entertainment
GOT the Beat, grupo composto por diferentes gerações do k-pop - Divulgação/ SM Entertainment

Se você acompanha o k-pop, com certeza já escutou falar sobre as famosas gerações, responsáveis por separar as diferentes fases da música pop sul-coreana. De fato, é um pouco complicado entender a popular separação, já que não existe um padrão que estabelece quando uma geração começa ou termina.

Em entrevista à revista Nylon, o professor assistente de cultura pop coreana na Arizona State University, Areum Jeong, explica que, no geral, a cultura dos fãs contribui para a definição das novas gerações, já que, com o passar do tempo, a interação entre ídolos e admiradores pode mudar, principalmente com a chegada de novas tecnologias que podem influenciar na indústria.

Com as gerações, é possível ver de forma mais clara as diferentes fases do k-pop ao longo de sua história, desde seu surgimento na década de 1990 até os dias atuais. Hoje, apesar de algumas discussões, já é considerado pela mídia sul-coreana que estamos na quinta geração do k-pop, conforme aponta o portal Koreaboo.

Mas, você conhece cada uma das gerações? A RECREIO te apresenta!

1ª geração

Marcando o nascimento do k-pop, a 1ª geração é a pioneira para tudo aquilo que conhecemos hoje. Especialistas defendem que essa era surgiu em 1992, com o debut do Seo Taiji and Boys, considerado o primeiro grupo de k-pop, e se estendendo até o início dos anos 2000.

Entre os artistas que fazem parte desse período, além do Seo Taiji and Boys, podemos citar H.O.T, S.E.S, Shinhwa, Sechs Kies, Fin.K.L, além dos solistas BoA e PSY que, apesar de ter estourado quando a terceira geração estava em vigor com a faixa "Gangnam Style", estreou no ano de 2001.


2ª geração

A 2ª geração marca o crescimento da Hallyu, a Onda Coreana, ou seja, quando as empresas passaram a investir mais na expansão do k-pop e da cultura sul-coreana para além das fronteiras da Coreia do Sul, se expandindo primeiro para o restante da Ásia, antes de atingir o Ocidente, graças a ascensão dos mp3 e a chegada das primeiras redes sociais.

Foi aqui que surgiram itens extremamente populares atualmente, como os lightsticks e os photocards. Segundo Areum Jeong para a Nylon, também é na segunda geração que “os grupos de idol como os conhecemos hoje nasceram”. É nessa época que acontece o grande auge da famosa “Big 3”, as três principais empresas de k-pop: SM Entertainment, YG Entertainment e JYP Entertainment.

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Girls' Generation para o clipe de Gee / Crédito: Divulgação/SM Entertainment

É nesse período também, que abrange meados dos anos 2000 até o início da década de 2010, que começam a ser implantados os sistemas de trainee, surgem grupos com mais de cinco integrantes, como o Super Junior (inicialmente com 13 membros) e o Girls’ Generation, que debutou com nove, e chegam os primeiros idols estrangeiros nas formações, como Hangeng, Henry e Zhou Mi, também do Super Junior, que são chineses.

Outras grandes formações dessa era são TVXQ!, BIGBANG, 2NE1, 2PM, Wonder Girls, miss A, SHINee, SISTAR e muito mais.


3ª geração

Com o crescimento das redes sociais e a popularização do YouTube, surge a 3ª geração, que abrange aproximadamente os anos entre 2012 e 2017. É aqui que o k-pop se estabelece internacionalmente, atingindo o status de “Fenômeno Global”, e passa a registrar números expressivos em mercados ocidentais importantes, como o dos Estados Unidos, enquanto as músicas passam a também misturar outros gêneros, como o rock, a eletrônica e o R&B, conforme aponta o portal Café com Kimchi.

De acordo com a Billboard Philippines, com a chegada da terceira geração, a supremacia da Big 3 diminuiu, dando espaço para o surgimento de artistas gerenciados por empresas consideradas menores, como o BTS, da BigHit Entertainment (atual BigHit Music), que, apesar de hoje ser enorme, formando até mesmo o conglomerado HYBE, não era uma agência grande na época em que Jin, RM, Suga, J-Hope, Jimin, V e Jungkook debutaram.

Integrantes do BTS para a BTS FESTA 2022
Integrantes do BTS para a BTS FESTA 2022 / Crédito: Divulgação/BigHit Music

É aqui também que as empresas passam a formar grupos cada vez mais diversos, exigindo uma maior fluência em inglês para conversar com o público internacional, se tornando ainda mais comum encontrar grupos multinacionais, como o BLACKPINK, composto por Jennie (nascida na Coreia, mas que viveu por anos na Nova Zelândia), Jisoo (sul-coreana), Lisa (tailandesa) e Rosé (nascida na Nova Zelândia, mas criada na Austrália).

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Pôster de "Shut Down" / Crédito: Divulgação/YG Entertainment

Outro grande destaque desse período é o lançamento dos famosos programas de sobrevivência, que buscam formar novos grupos — seja por tempo limitado, ou não. Entre os mais populares, podemos citar a franquia “Produce”, que criou formações como I.O.I, Wanna One, X1 e IZ*ONE, além do “SIXTEEN”, que formou o TWICE, ou até mesmo o “WIN: Who Is Next”, que criou o WINNER.

Entre outros grandes nomes dessa era, podemos citar Red Velvet, EXO, SEVENTEEN, ASTRO, iKON, GOT7, WJSN, GFRIEND, NCT e muito mais.


4ª geração

A 4ª geração surge com o k-pop já consolidado no mercado internacional, por volta de 2018, permanecendo até cerca de 2022. Por esse motivo, um grande diferencial dessa era é que, agora, além de se preocupar com o público sul-coreano, o público global também se tornou um grande foco desde o debut.

Aqui, conceitos mais inovadores passaram a ser apresentados, explorando o avanço da tecnologia, além de contar com uma identidade musical mais clara, a evolução das promoções nas redes sociais com a ajuda dos fãs, e o surgimento de mais grupos que conseguem produzir suas próprias músicas.

Concept photo do (G)I-DLE para o álbum "2"
Concept photo do (G)I-DLE para o álbum "2" / Crédito: Divulgação/Cube Entertainment

A pandemia da Covid-19, que começou no ano de 2019, também teve um forte impacto nessa geração. Isso porque, com o distanciamento social, os eventos virtuais se tornaram uma necessidade para que a indústria não parasse, se tornando uma nova tendência, além de proporcionar que os fãs internacionais tivessem a chance de participar de eventos que antes eram limitados devido à distância, ajudando no aumento da popularidade dos artistas.

Descrito pela Billboard Philippines como a “geração dos girlgroups”, essa era conta com grandes nomes, tanto em grupos femininos, como masculinos, incluindo Stray Kids, TXT, ITZY, (G)I-DLE, aespa, IVE, ATEEZ, LE SSERAFIM, ENHYPEN, NewJeans, LOONA e outros.


5ª geração

Apesar de ainda existirem diversas discussões, atualmente, a mídia sul-coreana já acredita que entramos na 5ª geração do k-pop. Especialistas consideram que a nova era se iniciou em 2023, e apontam grupos como ZEROBASEONE, RIIZE e BABYMONSTER como os grandes pioneiros da época.

Concept photo do ZEROBASEONE para o álbum 'You had me at HELLO'
Concept photo do ZEROBASEONE para o álbum 'You had me at HELLO' / Crédito: Divulgação/WAKEONE

Segundo a Billboard Philippines, a grande tendência dessa nova geração é priorizar o mercado global com formações ainda mais fluentes em inglês, idols que sejam all-rounders, ou seja, executem com eficiência habilidades de canto, dança e rap, e, com isso, o fim das famosas posições fixas do k-pop (como main dancer, main vocalist, visual, face do grupo e etc.), além de uma maior presença nas redes sociais e a apresentação de conceitos cada vez mais originais.