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Corpo Humano / Saúde

Por que a gente espirra?

Entenda como acontece todo o processo desse mecanismo de defesa do nosso corpo

Lucas Vasconcellos Publicado em 30/07/2021, às 11h00 - Atualizado às 15h18

Imagem ilustrativa de uma pessoa espirrando - Pixabay
Imagem ilustrativa de uma pessoa espirrando - Pixabay

O ar que respiramos é seco e frio (em comparação com temperatura do corpo). Se ele entrasse no organismo sem nenhum tipo de preparação, poderia causar problemas respiratórios. Por isso, ao chegar ao nariz, o ar é aquecido e modificado para que a gente respire melhor: os pelinhos que temos dentro do nariz barram a poluição e a sujeira que vêm junto com ele.

Mas, algumas vezes, microrganismos, como o vírus da gripe, além de grãos de poeira ou de pólen, conseguem ultrapassar a barreira inicial. É por causa de interferências como essa que você acaba espirrando!

O espirro (composto de ar e gotículas de saliva) acontece para evitar que um corpo estranho chegue às vias aéreas ou pulmões. Apesar de o processo se concentrar no nariz, o espirro estimula a contração da musculatura das costas e do abdômen. Isso dá força para que ele saia com tudo!

Outra parte importante do corpo faz parte do espirro: quando você solta o atchim, é sinal de que o nervo trigêmeo (que passa pelo nariz e por várias outras partes da cabeça) foi acionado - ele envia uma mensagem ao cérebro, avisando sobre a presença do intruso, e estimula o espirro.

Quando o atchim sai, libera junto um tipo de líquido claro. Mas ele pode mudar de cor e de textura quando estamos resfriados ou com crise de rinite. Isso pode indicar infecção. Aí, é preciso contar para seus pais e procurar um médico.

Solte-se!

Prender o espirro pode ser muito perigoso! Isso provoca pressão nos ouvidos e nas vias aéreas superiores. A força pode causar ruptura do tímpano (membrana que separa o ouvido externo do interno). Por isso, libere seu atchim sempre que ele surgir!

Você sabia que quando estamos gripado, é importante proteger o espirro com o braço dobrado na frente do rosto? Assim, as gotículas contaminadas que são liberadas não ficam no ar nem nas suas mãos – e há menos chance de você passar o microrganismo para outras pessoas.

Consultoria: Bárbara Gonçalves da Silva (alergologista do Fleury Medicina e Saúde).