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Por que a cebola nos faz chorar? Entenda os mistérios do paladar

Descubra porque algumas comidas causam sensações diferentes na gente

terça 5 novembro, 2019
Foto:Getty Images

Por que a cebola nos faz chorar?

Quando cortamos a cebola, algumas células se rompem e liberam gases que sobem em direção aos nossos olhos. Ao atingir os olhos, os gases reagem com a água que existe ali. Essa reação forma um ácido que acaba irritando o globo ocular — aí, temos sensação de ardor. Então, o organismo produz as lágrimas, que lavam os olhos e nos livram do incômodo. Para evitar que isso aconteça, é só cortar a cebola debaixo de uma torneira aberta — a água impede que os gases se formem.

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Por que a pimenta arde?

Na parte branca em que as sementes da pimenta ficam presas há uma substância chamada capsaicina. Ela é liberada quando o alimento é cortado, amassado ou mastigado. Essa substância entra em contato com células sensíveis da língua e acionam um nervo que envia uma mensagem ao cérebro — aí, ele identifica a sensação de ardor. A capsaicina também aciona os receptores de calor que existem na língua. É por isso que a pimenta parece esquentar a boca. Também é atingido um nervo ligado à sensibilidade do rosto — se a pimenta for muito forte, pode fazer os olhos lacrimejarem. Mas as pessoas têm sensibilidades diferentes: algumas podem achar um prato muito ardido e outras não!

Por que o limão é azedo?

Essa fruta tem grande quantidade de ácido cítrico e ácido málico, que têm sabor forte. É por isso que podemos dizer que algo azedo tem sabor ácido. Além disso, o limão tem pouca frutose, açúcar natural que deixa a maioria das frutas docinhas. A laranja, por exemplo, tem menos ácido cítrico e mais frutose, por isso não é tão azeda. O limão é cheio de substâncias que são essenciais para o nosso organismo. Ele ajuda a fortalecer o sistema imunológico e protege contra infecções.

Os ácidos presentes no limão podem irritar os olhos e a pele. Além disso, há nessa fruta uma substância sensível à luz, que estimula a pigmentação da pele quando exposta ao sol, causando manchas e queimaduras. Para evitar problemas, não coloque as mãos nos olhos depois de mexer com limão. Nunca tome sol depois de ter entrado em contato com a fruta — isso pode causar queimaduras sérias.

Por que tanta gente adora chocolate?

O chocolate é feito de cacau, manteiga de cacau, leite e açúcar. A mistura, além de muito gostosa, aciona um comando no cérebro que faz nosso organismo produzir serotonina e feniletilamina, substâncias químicas que provocam a sensação de ânimo e bem-estar. Além disso, o chocolate alivia a tensão e nos dá mais energia. Ele é rico em vitaminas A, B, C e D, potássio, sódio e ferro. Mas é importante não exagerar! Comer mais de 50 gramas de chocolate por dia pode fazer mal à saúde.

Por que algumas frutas, quando não estão maduras, parecem amarrar a boca?

Quando estão verdes, frutas como banana, caqui e caju têm grande quantidade de uma substância chamada tanino. Na boca, o tanino reage com a saliva e, por um tempo, retira o poder lubrificante que ela tem. Por isso, temos uma sensação esquisita, como se a boca estivesse seca. Isso funciona como um aviso, pois a gente desiste de comer a fruta que, quando está verde, pode nos fazer mal. À medida que essas frutas amadurecem, reações químicas acontecem, o tanino se transforma e não se dissolve mais na boca.

Por que o jiló é tão amargo?

A culpa também é do tanino! O jiló tem uma grande quantidade dessa substância. Ele só é comestível quando ainda está verde. Com o passar do tempo, o fruto amadurece e a casca vai ficando amarela. As reações químicas que acontecem lá dentro aumentam muito a quantidade de tanino, tornando o jiló ainda mais amargo. Para diminuir o amargor do jiló ainda verde, a dica é cortá-lo em quatro pedaços e deixá-lo de molho na água com sal durante 15 minutos.

Por que sentimos cócegas na boca quando tomamos refrigerante?

Quando tomamos refrigerante ou água com gás, percebemos uma reação engraçada que é causada pelas bolhas. Ao se misturar com a saliva, as bolhas estouram e liberam gás carbônico. Aí, o gás carbônico causa uma leve irritação na superfície da língua. Os receptores presentes ali enviam mensagens ao cérebro, que percebe isso como se fossem cócegas!

 

Consultoria: Carlos A. Navas (professor do Departamento de Fisiologia da USP).

Letícia Yazbek
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