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De onde vêm os nossos sentimentos?

Tristeza, alegria, nojo... Os sentimentos têm funções muito importantes na nossa vida. Entenda!

Lucas Vasconcellos Publicado quinta 21 maio, 2020

Tristeza, alegria, nojo... Os sentimentos têm funções muito importantes na nossa vida. Entenda!
Imagem ilustrativa de uma garota rindo - Pixabay

Os sentimentos são sinalizadores para algumas situações, ou seja, nos alertando e avisando se algo está bem ou não. O cérebro é um sistema e tudo funciona como uma rede. A interpretação das emoções acontece em circuito. Mas uma pequena estrutura, em forma de amêndoa, chamada amígdala, é fundamental neste processo: ela se conecta com áreas responsáveis pela memória e pelo planejamento das ações; além de ser fundamental na tarefa de mediar e controlar as emoções, como a alegria, a raiva e o medo.

Que medo!

O medo é fundamental para a nossa sobrevivência. Ao identificar situações de perigo, o cérebro nos coloca em estado de alerta – para fugir ou lutar. Fisicamente, podemos suar frio e tremer. Sem o medo, perdemos a noção do perigo e nos tornamos impulsivos e imprudentes. Só que nossa percepção de risco muitas vezes está baseada em fantasias e inseguranças. Não podemos nos deixar levar pelo medo e perder a chance de experimentar novas situações, por exemplo.

Momentos de fúria

Se algo não acontece da forma que você esperava, logo a raiva dá as caras. Ela surge de uma confusão de emoções e de situações mal resolvidas. Você sente os músculos enrijecidos e pode até ter ânsia de vômito. Em alguns casos, pode levar a atitudes positivas, como o protesto contra uma injustiça. Normalmente reprimimos a raiva – já que quando a expressamos, ela vem de forma descontrolada. Como podemos cultivá-la por muito tempo, sem explodir, ela pode nos fazer mal e atrapalhar nossa concentração, por exemplo.

Eca!

O nojo é um sentimento de desagrado, associado ao que é sujo, ao que impossível de comer ou ao que pode causar alguma doença. Ele causa mal-estar e pode dar ânsia. Mas o nojo nos ajuda a não nos metermos em enrascadas, impedindo de comermos coisas estragadas e que podem nos fazer mal. Quase todo mundo faz a mesma cara quando sente nojo: torce a boca e aproxima o nariz da testa.

Rindo à toa

Sabe aquela sensação de realização depois de tirar nota alta em uma prova bem difícil? É a alegria! Quando ela vem, parece que nada nos falta. A alegria mexe com o nosso emocional e nos faz ter esperança e vontade de estar em atividade. Por isso, é tão importante!

Que tristeza!

Diferentemente da alegria, a sensação de realização não existe na tristeza. Ela gera angústia, aperto no peito – como se nosso coração estivesse sendo comprimido. Em geral, está ligada à perda, tanto física quanto sentimental. Muita gente a considera como algo negativo, mas ela não é, pois favorece a nossa consciência sobre quem somos, o que nos afeta e quem queremos ser.

 

Consultoria: Ana Laura Schliemann (professora de psicologia dos cursos de psicologia, medicina e enfermagem da PUC-SP); Cristiane Shoene (psicopedagoga e neuropsicopedagoga); Eliz Regina Krüger (psicopedagoga clínica com aperfeiçoamento em neuropsicopedagogia)

Último acesso: 15 Jul 2020 - 10:39:22 (1089898).