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Ciência / Saúde

Por que tomar vacina é importante?

Entenda como elas agem no nosso corpo e para que servem essas substâncias

Lucas Vasconcellos Publicado em 04/12/2020, às 15h00 - Atualizado às 16h07

Imagem ilustrativa de uma pessoa tomando vacina - Pixabay
Imagem ilustrativa de uma pessoa tomando vacina - Pixabay

Vacinas são substâncias criadas a partir de um vírus ou bactéria que faz mal à sua saúde, causando doenças. Durante a produção de uma vacina, cientistas usam o vírus ou bactéria (responsável pela doença) morto, enfraquecido ou em partes. A partir daí, esses microrganismos são cultivados em laboratório e isolados. Então, outras substâncias são adicionadas para turbinar o remédio e a vacina pode ser usada.

No momento em que entra no organismo humano, a vacina estimula a produção de anticorpos, que funcionam como uma barreira para proteger seu corpo de doenças. No mundo todo, entre 2 milhões e 3 milhões de pessoas são salvas todos os anos graças à vacinação.

Talvez você prefira quando a vacina vem no formato de gotas. Mas é importante saber que, em alguns casos, a injeção é necessária. Quando uma vacina é criada, a forma de aplicação (gotas ou picada) é definida para evitar ao máximo possíveis efeitos colaterais, como algum tipo de irritação. Portanto, não reclame mais da injeção!

Quando a vacina tem que ser aplicado por meio de seringa e agulha, você pode sentir um pouco de dor – a picada atravessa a pele e entra no músculo. Mas algumas novidades estão surgindo para evitar o problema. Um exemplo é um dispositivo que vibra, diminuindo a dor: 30 segundos antes da aplicação, ele é posicionado acima do local da picada – e continua vibrando à medida que a substância entra no organismo. Assim, terminações nervosas do local se confundem e a dor é mascarada.

Nem toda doença tem uma vacina. Além de a fórmula para a produção não ser a mesma para todos os casos, a criação e a aprovação da substância podem demorar décadas.

Algumas vacinas são consideradas essenciais e fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação do Brasil. Entre elas estão as que combatem doenças como tuberculose, poliomielite, tétano, difteria, coqueluche, meningite, sarampo, rubéola, caxumba e hepatite B. Ao longo da vida, novas vacinas são necessárias, como a que combate o vírus HPV.

Vacina ou soro?

Não confunda as substâncias: a vacina estimula o organismo a produzir anticorpos, que vão evitar uma doença se você tiver contato com o microrganismo que a causa; já o soro age apenas no momento em que é aplicado, como depois da picada de uma cobra (ele não cria uma memória no seu organismo, que evitará problemas se você for picado novamente por uma cobra).

Um pouco de história

Certo dia, o médico inglês Edward Jenner reparou que um grupo de pessoas era imune à varíola. Todas elas trabalhavam ordenhando gado e já tinham sido contaminadas por uma doença típica do bicho, parecida com a varíola, mas que não era mortal. Em 1796, depois de experiências, o médico induziu um garoto a pegar a doença do gado. Ele se curou e, meses depois, em nova experiência, recebeu o vírus da varíola. O garoto não adoeceu. Assim surgiam os princípios de uma vacina.

Consultoria: Isabela Garrido (assessora médica das áreas de Pediatria e Infectologia Pediátrica do Fleury Medicina e Saúde).