Planetário

Descobertas do telescópio Kepler

Caçador de planetas

Conheça o telescópio Kepler, da Nasa (a agência espacial norte-americana), e as incríveis descobertas feitas por ele!

Em busca de novidades
A sonda espacial Kepler é um observatório lançado em 2009, na Flórida (Estados Unidos). Ela foi batizada em homenagem ao matemático e astrônomo alemão Johannes Kepler. A sonda abriga um telescópio e é a primeira missão criada para vagar pelo espaço com o objetivo de descobrir planetas rochosos, como a Terra, e que tenham temperaturas capazes de manter água em estado líquido na superfície. O observatório tem 4,7 metros de altura, 2,7 metros de largura e pesa mais de 1 tonelada.

Presença detectada
O Kepler aponta sempre para um mesmo grupo de cerca de 150 mil estrelas, nas constelações de Cygnus e Lyra, dentro da Via Láctea (galáxia onde fica a Terra). Ele detecta os planetas se há uma diminuição temporária do brilho das estrelas: quando um planeta passa na frente de uma estrela, a luz do corpo luminoso diminui um pouco. O Kepler percebe variações muito sutis de brilho! Se o trânsito diante da estrela ocorre periodicamente, indicando que se trata de um astro em órbita, o corpo é considerado um planeta.

Principais descobertas
Ao longo da missão, o Kepler já detectou mais de 2 mil exoplanetas (planetas que não estão no sistema solar). Conheça alguns deles:

O primeiro
Encontrado em 2011, o Kepler-10b foi o primeiro planeta rochoso descoberto fora do sistema solar. Ele tem massa de 3,3 a 5,7 vezes maior do que a da Terra, além de raio 1,4 vez maior do que o do nosso planeta. A 564 anos-luz da Terra, o Kepler-10b está muito perto da estrela que orbita, a Kepler-10. Por isso, deve ser muito quente para abrigar seres vivos. (Ano-luz é a medida usada para calcular distâncias entre os astros. A velocidade da luz é de 300 mil quilômetros por segundo - 1 segundo luz é igual a 300 mil quilômetros. Assim, em 1 ano-luz, a luz percorre a distância de 9.460.800.000.000 quilômetros!)

Possibilidade de vida
Localizado a 620 anos-luz da Terra, o Kepler-22b, descoberto em 2011, foi o primeiro exoplaneta conhecido a orbitar dentro da zona habitável de uma estrela – isso quer dizer que ele tem condições favoráveis ao surgimento de vida. A distância dele até a estrela Kepler-22 é cerca de 15% menor do que a distância entre a Terra e o Sol. O raio do planeta é 2,4 vezes maior do que o do nosso planeta.

Novo sistema
Outra descoberta do telescópio Kepler, feita em 2011, é o sistema Kepler-20, formado por uma estrela e cinco planetas. A estrela é parecida com o Sol: tem 94% do tamanho do nosso astro. Os planetas Kepler-20e e Kepler-20f possuem o tamanho da Terra. Já os outros são gigantes gasosos do tamanho de Netuno. Esse sistema planetário está a 950 anos-luz da Terra.

Superterra
Descoberto em 2015, o exoplaneta Kepler-452b é considerado uma grande Terra: é 60% maior, com massa cerca de cinco vezes maior do que a da Terra. O Kepler-452b leva 385 dias para orbitar a estrela Kepler-452, que é 10% maior do que o Sol. Ele está a 1.400 anos-luz do nosso planeta, dentro da zona habitável da estrela que orbita. Acredita-se que ele seja rochoso, com muitos vulcões ativos e atmosfera densa.

A ação continua!
O observatório espacial Kepler estava programado para finalizar a missão em 2013. Depois de algumas falhas no equipamento, os cientistas conseguiram manter o telescópio funcionando. A previsão é de que a pesquisa termine em 2018.

CONSULTORIA: LEANDRO GUEDES (PÓS-GRADUADO EM ASTROFÍSICA EXTRAGALÁCTICA E FILOSOFIA DA CIÊNCIA NA UNIVERSIDADE DE NOTREDAME, EUA).

02/08/2017 - 15:00

Assine Recreio e receba todo mês na sua casa! Clique Aqui