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Novidades sobre a sonda Juno

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Lançada em 5 de agosto de 2011, a sonda Juno, missão da NASA (a agência espacial norte-americana), entrou na órbita de Júpiter em 4 de julho de 2016. Desde então, tem feito várias descobertas, mostrando que muitas ideias que os cientistas tinham de Júpiter estavam incorretas. 

Na última segunda-feira, 10 de julho, a sonda Juno se aproximou da Grande Mancha Vermelha de Júpiter, um enorme furacão, localizado no hemisfério sul de Júpiter, que já existe há pelo menos 350 anos. A Grande Mancha é monitorada desde 1830 - ela tem 16 mil quilômetros de diâmetro e é maior do que a Terra!

A espaçonave sobrevoou a cerca de apenas 10 mil km de altura da Grande Mancha. Viajando a uma velocidade de 50 km por segundo, a Juno recolheu informações que devem ser muito importantes para que os cientistas da NASA possam entender o fenômeno. Eles esperam descobrir, por exemplo, o que dá à Grande Mancha a cor avermelhada. Outra dúvida é  por que a tempestade continua ativa depois de centenas de anos. 

O sobrevoo da Grande Mancha fez parte da sexta volta que a sonda deu ao redor de Júpiter - a primeira ocorreu em 27 de agosto do ano passado. A cada 53,5 dias, ela se aproxima do planeta, na direção do Polo Norte para o Polo Sul, passando a poucos milhares de quilômetros da atmosfera. Durante esse trajeto, que leva cerca de 2 horas, a sonda captura imagens de alta resolução das nuvens e tempestades de Júpiter, além de dados sobre a composição, campo magnético e gravidade.

As informações coletadas por Juno mostram que muitas ideias que os cientistas tinham de Júpiter estavam incorretas. A sonda mostrou que, nos polos do planeta, há uma série de ciclones de 1400 quilômetros de extensão.

Sobre o campo magnético de Júpiter, pesquisadores descobriram que ele está crescendo. Também descobriram que a força da magnetosfera do maior planeta do Sistema Solar é duas vezes maior do que imaginaram. Ao estudar Júpiter, os cientistas esperam descobrir mais sobre como os campos magnéticos funcionam.

Além disso, os cientistas acreditavam que planetas gigantes gasosos, como Júpiter, tinham uma atmosfera homogênea, com seus compostos bem misturados. Mas os dados de Juno revelaram que há uma faixa de amônia que vai do topo da atmosfera e tem cerca de 350 quilômetros de profundidade.

Na próxima aproximação de Júpiter, que acontecerá em setembro, Juno tentará investigar o que há debaixo das nuvens que existem na atmosfera do planeta.

Confira imagens feitas por Juno durante a aproximação da Grande Mancha Vermelha:






16/07/2017 - 15:00

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