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Entrevista especial - Os Under-Undergrounds!

Não deixe de conferir!

A Nickelodeon anuncia sua mais nova aquisição, a animação brasileira Os Under-Undergrounds, criada e produzida pela Tortuga Studios. A nova série tem estreia prevista para dia 9 de maio, às 13h e trará novos episódios inéditos de 30 minutos de duração, a cada semana.

A RECREIO conversou com a equipe da Nickelodeon responsável por essa animação que promete se tornar a sua mais nova série favorita. E não esqueça: é dia 9 de maio, às 13h, no canal Nickelodeon. 

Confira um pouquinho mais na revista, ok?


Jimmy Leroy, VP criativo da Nickelodeon LATAM 

Qual a importância do conteúdo nacional na programação da Nick?

O conteúdo nacional tem grande importância, e o fazemos com grande felicidade. Nossa audiência adora programas e séries produzidos no Brasil, que falam a nossa língua. 

O que a Viacom busca quando escolhe sérias para o canal?

Buscamos principalmente séries de entretenimento, com muito humor, porque esse é um dos pilares principais do canal. Além disso, queremos ser sempre verdadeiros com as crianças. Então, o humor que buscamos é um humor que tem características mais “éticas”. Trabalhamos sempre para que a criança tenha um bom exemplo dentro do canal. Não somos um canal educativo, somos um canal de entretenimento, mas queremos que todos entendam essa mensagem que os nossos programas passam. São programas adequados para crianças. 

Por que a escolha de Os Under-Undergrounds?

Os Under-Undergrounds é uma série muito divertida. Conta a história de um garoto que cai em um mundo paralelo, subterrâneo, onde existem outras pessoas. Isso o obriga a confrontar sua realidade, a entender o mundo dele a partir da visão de um outro mundo. E o que é legal é que na Terra ele tocava em uma banda e, chegando nesse outro mundo, ele entra para uma banda também. Isso faz com que ele tenha uma experiência paralela. A série tem como influência principal os desenhos de mangás, japoneses, mas é adaptada para o contexto brasileiro. São usadas muitas referências brasileiras também. 

Nelson Botter Jr, produtor e diretor da série 

Como criador do desenho, você deve ter se afeiçoado por algum personagem. Qual seria o seu favorito e por quê?

O criador Hugo Oda tem grande afeição pelo protagonista, o Heitor, pois se trata de um alterego dele hehehe. Eu, como diretor e produtor da série, gosto muito da dupla Lud e Bob, pois eles formam a ponta cômica da série. O Bob é sempre o mais atrapalhado, comilão e que tem as principais piadas. Já o Lud é zen, um cara maduro, que serve de contraponto para o Bob. Os dois juntos rendem cenas muito divertidas. 

O estereótipo é um tema que está na série e muito vivenciado pelas crianças e adolescentes. Quais outros temas serão tratados e como acontecerá esse tratamento?

O protagonista Heitor vai descobrindo esse novo mundo a cada episódio. Teremos os temas mais diversos relacionados ao dia-a-dia dos adolescentes. Falaremos sobre a sensação do jovem não se sentir parte do “sistema”, se achar um peixe fora d’água, usando a metáfora de um humano que cai num mundo mutante e desconhecido. Ele, aos poucos, vai se adaptando a essa nova realidade, o que remete a mudanças que as crianças e jovens vivem bastante, mas nem sempre estão preparados emocionalmente (mudança de cidade, país). Outro tema recorrente é a diversidade, pois os mutantes são muito diferentes entre si, são diversas raças, mas que convivem sem problemas. Inclusive, pode ser que pinte um clima entre o Heitor e uma mutante, mas melhor não entregar a história... rs. Tudo isso contado com a linguagem da música, algo que toca os adolescentes com profundidade.  

Você pode adiantar para a Recreio um pouquinho mais do que está por vir em Os Under-Undergrounds?

Além do cotidiano de um garoto descobrindo um mundo estranho e completamente novo, teremos também ação e aventura. O que nosso protagonista Heitor não sabe, é que existe uma agência de segurança no mundo Underground que protege os habitantes de invasões. Assim, Heitor começará a ser caçado por essa agência, correndo o risco de ficar preso lá para sempre! Além disso, acho que muita gente vai torcer para que o Heitor e a Layla iniciem um romance... ooops, contei! 

Ruben Feffer, canções originais e direção musical

As músicas, pelo que se pode entender do episódio, terão essa pegada mais adolescente. Podemos esperar, por exemplo, um álbum da série ou a disponibilização das músicas para download?

Na verdade faz parte desde o sonho inicial (pois nas primeiras conversas que tivemos sobre esse projeto parecia tudo muito mais um sonho) que as músicas possam sim ter “vida própria”, com algum tipo de álbum ou download das músicas. Possivelmente teremos vídeo-clipes online das músicas na íntegra (cada episódio tem uma canção especialmente composta com 3 minutos de duração, mas no episódio só cabem aproximadamente 1 a 1:30 de cada uma), animados com cenas da série. E quem sabe um dia a banda possa vir a existir, com um show mesclando uma banda ao vivo e projeção da animação - no estilo do famoso projeto Gorillaz… quem sabe um dia, os Under-Undergrounds possam ser os Gorillaz brasileiros?! Claro que isso é mais para um sonho, mas tudo isso começou como um papo informal de alguns sonhadores, não é mesmo?

A trilha sonora de O Menino e o Mundo inspiraram algumas criações dos Under-Undergrounds? 

Nossa, ótima pergunta, mas não, na verdade os dois projetos são completamente dissociados, embora até aconteceram em períodos semelhantes (e ambos demoraram vários anos entre sonho e realização!). Além disso, são universos musicais completamente diferentes que são tratados em cada, com instrumentação e sonoridade completamente diferentes. E produzidos com parceiros diferentes também (o Menino e o Mundo eu produzi com meu parceiro de longa data Gustavo Kurlat e os Under-Undergrounds com o excelente guitarrista e produtor multi-instrumentista, Fábio Stamato.   

No começo do episódio piloto, vemos de relance algumas referências musicais estampadas em pôsteres no quarto de Heitor – entre elas, Pink Floyd, AC/DC e Led Zeppelin. Foram essas as referências para a criação das músicas?

Indiretamente sim, essas entre outras. Na verdade as referencias musicais da série (tanto das canções quanto das trilhas e pontuações incidentais) são nossas próprias influências, o inconsciente coletivo do Classic Rock internacional, com uma pitada de algumas bandas mais indies atuais. Mas a ideia é mesmo resgatar os clássicos atemporais que crescemos ouvindo, ou nossos pais ouviram, e nossos filhos ainda podem ouvir, bandas e artistas como Beatles, Deep Purple, Led Zeppelin, Rush, Hendrix, e tantas outras. Em 26 episódios, damos "pinceladas musicais” passando por vários desses ícones, as vezes mais sutilmente, e as vezes de forma mais explicita.

05/05/2016 - 19:32

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