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Descobertas da sonda Juno

Fatos surpreendentes!

Lançada em 5 de agosto de 2011, a sonda Juno, missão da NASA (a agência espacial norte-americana), entrou na órbita de Júpiter em 4 de julho de 2016. Desde então, tem feito várias descobertas, mostrando que muitas ideias que os cientistas tinham de Júpiter estavam incorretas. 

Ao observar os polos de Júpiter, a sonda Juno descobriu a existência de ciclones que chegam a 1400 quilômetros de diâmetro. 

Sobre o campo magnético de Júpiter, pesquisadores descobriram que ele está crescendo. Também descobriram que a força da magnetosfera do maior planeta do Sistema Solar é duas vezes maior do que imaginaram. Ao estudar Júpiter, os cientistas esperam descobrir mais sobre como os campos magnéticos funcionam.

Além disso, os cientistas acreditavam que planetas gigantes gasosos, como Júpiter, tinham uma atmosfera homogênea, com seus compostos bem misturados. Mas os dados de Juno revelaram que há uma faixa de amônia que vai do topo da atmosfera e tem cerca de 350 quilômetros de profundidade.

Juno tem ferramentas para estudar a atmosfera de Júpiter e analisar as luzes ao redor dos polos sul e norte do planeta. Segundo a Nasa, o objetivo da missão é entender como o planeta se formou e como ele se transformou ao longo do tempo, o que ajudará a entender melhor nosso Sistema Solar.

Se tudo sair como o previsto, Juno completará 37 órbitas e terminará sua missão em fevereiro de 2018. Aí, a sonda mergulhará na atmosfera do planeta até ser completamente destruída pela pressão dos gases.

Juno tem 3,5 metros de altura e 3,5 metros de diâmetro e é movida a energia solar. A Juno foi a primeira missão que levou uma nave movida a energia solar comandada a partir da Terra, além de orbitar de polo a polo um planeta. Nenhuma outra sonda chegou, até agora, tão perto da superfície de Júpiter!

11/07/2017 - 16:35

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