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Coletiva de Imprensa do Transformers 5!

Com o diretor do filme!

Hoje de manhã rolou uma coletiva de imprensa com o diretor do filme Transformers 5: O Último Cavaleiro (Transformers 5: The Last Knight), Michael Bay e com a atriz Isabela Moner, que interpretou Izabella, uma garotinha órfã que é protegida por um Transformer. Nós, da Recreio estivemos por lá e aqui você confere os melhores momentos dessa conversa!

Pergunta: Quais desafios essa jornada de 5 filmes dos Transformers trouxeram para você, Michael?

Michael Bay: Tudo começou quando Steven Spielberg me ligou 10 anos atrás e disse “devíamos fazer um filme sobre um garoto que compra seu primeiro carro, mas na verdade é um um transformer” - é daí que veio o nome deles. Quando ele desligou, eu pensei por um tempo e conclui “cara, essa é uma ideia horrível”. Aí eu falei com a Hasbro, consegui os direitos do Transformers, assisti ao cartoon e pensei que se eu conseguisse fazer os robôs parecerem extremamente realistas, a ideia poderia ser boa. Filmes são sobre uma ideia, e a minha era contar sobre a inocência de um adolescente que ganha seu primeiro carro e precisa esconder um robô atrás da sua casa, foi o que me inspirou. E o transformer é incrível, ele é imenso, mas começa pequeno, e vai aumentando, aumentando, aumentando até se tornar um gigante! Estes filmes são estranhos: são juvenis, emocionantes, para adultos, é uma mistura de tudo no filme, mas têm sido um grande prazer trabalhar em um grande filme com ótimos atores que conheci pelo caminho. O desafio principal é manter as pessoas interessadas em 5 filmes.

Pergunta: Isabela, você tinha 6 anos quando o primeiro filme saiu, com 9 anos fez uma maratona dos filmes, como você já contou, e aquela foi a primeira vez que vc entrou em contato com os transformers, qual é o sentimento de passar da audiência para dentro da ação do filme?

Isabela Moner: Eu tinha por volta de 9 anos quando vi o filme com meus irmãos, então eu meio que cresci vendo estes filmes - uma das razões para isso ser tão louco! Mas não é exatamente o que eu achei que fosse ser, na verdade, eu achei que fosse ser mais fácil haha. São várias acrobacias e explosões, eu fiquei preocupada com a lei de trabalho infantil.

Michael Bay: Nós somos bem seguros, podem acreditar. Segurança é a coisa número 1 no nosso set. Eles podem ser muito perigosos, conte para eles sua primeira vez no set, Isabela

Isabela Moner: Eu entrei lá sem saber como seria o processo de filmagem do filme. Cheguei no set, eu era uma adolescente, nervosa, com medo, aí eu vou até o Michael Bay, digo olá, e ele me responde perguntando: “você sabe usar o extintor de incêndio?” e eu “sim… seria melhor se tivessem um bombeiro, mas ok” aí ele falou “relaxe, se houver um incêndio eu vou apagar”. Eu já gravei uma vez muito perto do fogo, eu estava perguntando se era para apagar, mas o Michael falava “Faltam mais alguns segundos, aguenta aí” e eu pensava “nossa, meu pai vai me matar se ele visse isso”.

Michael Bay: Mas ela tem o cabelo inteiro, nenhum chamuscado, está tudo bem!

Pergunta: Durante a apresentação do filme, você disse que seus filmes são feitos para telas grandes, eu gostaria de saber como você lida com isso já que a audiência juvenil está assistindo aos filmes por telas cada vez menores?

Michael Bay: Digo, eu produzo algumas séries de TV. É triste que as crianças estejam usando smartphones para ter uma experiência de um filme como este. Por causa da troca envolvida quando se assiste em telas maiores, sentir o som, as cores, o efeito 3D, que é mais ou menos o propósito destes filmes. Para o cinema você pensa em ser criativo para ter efeitos melhores, como gravar um filme inteiro em 3D IMax.

Pergunta: O filme tem muitos personagens, personagens antigos, novos, e eu queria saber como você fez no filme para dividir e contar a história de todo mundo, relembrando os antigos para conquistar quem já era fã e desenvolvendo a história dos novos.

Michael Bay: É difícil essa, como eu já disse, esse quinto filme é meu último na sequência. É um filme onde tem muitos personagens, com inúmeras histórias. Eu gostaria de fazer filmes que se aprofundassem mais na história das personagens. Eu acho que por causa do lançamento de um novo Transformers a cada dois, três anos, criamos vários personagens. Vocês viram no Avengers, a quantidade de personagens é impressionante, mas não dá pra falar de todo mundo. Com grandes sequências, dá para rolar uns spin offs, como o do Bumblebee que vai lançar daqui algum tempo.

Pergunta: Isabela, fala pra gente como é ter que atuar com personagens que não estão lá de verdade?

Isabela Moner: Eu me lembro de estar no set uma vez, fazendo uma cena com o Hound - que é meu transformer favorito - e eu fiquei pensando como eu olho para ele, porque eu estava olhando em um ponto só, como se olha quando conversa com alguém, mas ele tem uma cara enorme! Os olhos têm um metro e meio de distância, a boca longe, o nariz grande...

Michael Bay: O que eu digo para eles é que quando você conversa com alguém, normalmente se olha entre os olhos da pessoa, centralizado, mas quando se olha para alguém do tamanho de um transformer, você olha em um olho, depois o outro, aí a boca, nariz, não é pra focar em um ponto, mas olhar o rosto inteiro. Por isso que às vezes a gente coloca uma cabeça de papelão para fazer a filmagem, assim facilita para os atores saberem para onde olhar. E não é só em cenas assim, ela tinha 14 anos quando fizemos a gravação, e naquela cena em que o Canopy morre, ela estava chorando com nada no set, estava vazio e aquela foi uma das cenas mais emocionantes do filme. É muita habilidade para uma atriz tão jovem.

Pergunta: Isabela, você é uma jovem atriz de uma geração que tende a ser de mulheres fortes no cinema, que tipo de heroína você quer ser e quer ver nas telas?

Isabela Moner: Se eu pudesse decidir uma heroína para ser no cinema, eu gostaria ser uma heroína bem real, porque você vê os heróis dos filmes e eles sempre são invencíveis, inquebráveis, como se não tivessem emoções. Você pode ser emocional e vulnerável e ainda ser um grande herói.

Pergunta: Michael, você pode falar um pouco sobre a parte de edição final e pós produção do filme?

Michael Bay: Bom, para isso contamos com uma equipe enorme, com mais de 50 artistas trabalhando em inúmeros efeitos visuais e isso toma um grande tempo e muito trabalho. Boa parte da produção do filme é filmada, não precisa de efeitos visuais, nós trabalhamos muito assim. É como eu gosto. Já na pós produção, a quantidade de efeitos é massiva! São muitos efeitos, muito complicados, acho que o maior efeito especial que já fizemos foi na hora em que uma parte de Cybertron destrói a pirâmide, aquilo foi incrível!


11/07/2017 - 18:00

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