Natureza

Muuuuita neve!

Tudo sobre esse fenômeno

Aproveite o clima frio e descubra curiosidades superlegais sobre a neve!

Direto do céu
A neve cai lá das nuvens. Assim como acontece com a chuva, ela começa a ser formada com o vapor da água que sobe do solo para as nuvens. Como a temperatura lá em cima é muito baixa (de zero grau a 40 graus abaixo de zero), o vapor vira cristais de gelo. Dentro da nuvem, esses cristais se chocam e se grudam uns aos outros, formando o floco de neve. Eles, então, crescem e ganham peso até que correntes de ar fazem esses flocos caírem. Para chegar ao solo em forma de neve, os flocos precisam encontrar por aqui uma temperatura negativa ou bem próxima de zero. Assim, eles não derretem e você vê a neve caindo.

Sem irmão gêmeo
Enquanto os cristais de gelo têm seis pontas, os flocos de neve nunca apresentam o mesmo formato. Isso porque eles surgem por meio do choque dos cristais e ainda sofrem a interferência dos ventos e da temperatura. Se você olhá-los num microscópio, verá que eles podem ter formatos cilíndrico (como se fossem colunas), de estrelas, agulhas e até placas. Os tamanhos também variam de 1 a 3 centímetros. Há quem diga que já viu flocos do tamanho da palma de uma mão. Será?

Aqui tem neve
Só quem mora na região Sul do país tem a sorte de ver neve. Esse fenômeno pode ocorrer nas serras gaúcha e catarinense, que são muito altas e apresentam temperaturas bem baixas no inverno. Na cidade de São Joaquim, em Santa Catarina, neva em média três vezes ao ano.

Seca ou úmida
Há dois tipos de neve. A úmida acontece quando a temperatura do ar na superfície está acima de zero e os flocos começam a derreter. Assim o que se vê no chão é uma mistura de gelo e água. Já na neve seca, o floco cai inteiro no chão. Como não derrete, essa neve forma montanhas e fica mais fácil fazer esculturas geladas.

Que diferente!
Apesar de existir neve tanto no Polo Sul como no Norte, elas têm composições diferentes. As placas de gelo no Polo Sul estão sobre o continente Antártico e, por isso, são formadas pelo acúmulo de muita neve ao longo de séculos ou até milênios. Já o Polo Norte não possui continente. A enorme calota de gelo é formada em parte por água do oceano congelada e em parte pela neve que cai sobre esse oceano congelado. Incrível, né?

Clima do passado
Há locais, como o Polo Sul, em que a neve se acumula por séculos. Tirando algumas amostras das camadas profundas dessas calotas de gelo, dá para estudar o clima do passado. É a Paleoclimatologia. O nome é complicado, mas esse estudo ajuda a entender melhor questões fundamentais, como as mudanças climáticas.

Não esqueça os óculos de sol!
Você pode até achar estranho, mas o uso de óculos de sol é obrigatório quando você for esquiar ou quando estiver num local com muita neve. É que, como ela é muito clara e lisinha, acaba refletindo a luz solar – mesmo que esteja frio – para todos os lados. E essa luz pode machucar os olhos.

Olha a avalanche!
Quando a neve está acumulada numa montanha ou morro bem alto e inclinado e se solta de repente, ela causa um deslizamento. Daí, surge a avalanche. Conforme ela vai descendo, ganha velocidade e pode ficar bem grande, machucando quem encontra pela frente. A avalanche também pode acontecer depois de um tremor de terra ou quando a temperatura sobe muito e a neve derrete.

Esportes na neve
Quando neva, há uma série de brincadeiras legais que dá para fazer. Desde boneco de neve e outras esculturas até deslizar pelo gelo sentado em uma prancha. Também existem os esportes de neve, como o esqui, o snowboard e o bobsled – em que um ou dois participantes descem rampas usando um trenó que chega a 150 quilômetros por hora.

É quente, mas tem neve
O Monte Kilimanjaro fica na fronteira entre a Tanzânia e o Quênia, dois países africanos que registram temperaturas bem altas durante o ano todo. Mas lá no alto, a história é outra. Com 5.895 metros de altitude, a montanha registra temperaturas bem baixas fazendo com que o cume tenha neve o ano todo.

CONSULTORIA: Giovanni Dolif Neto (meteorologista do Grupo de Previsão de Tempo do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC)) e Patrícia Vieira (técnica em meteorologia da Somar Meteorologia).

01/07/2017 - 18:00

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