Escola

Especial do Dia dos Namorados!

Entenda as tradições do casamento!

DIA DOS NAMORADOS

A versão mais conhecida originou-se na Roma antiga, no século III. O padre Valentim lutou contra as ordens do imperador Cláudio II, que proibira o casamento durante as guerras por acreditar que os solteiros eram melhores combatentes. O padre continuou celebrando casamentos e acabou preso e condenado à morte. Considerado mártir pela Igreja Católica, morreu em 14 de fevereiro, dia que também marca a véspera de lupercais, festas anuais cele-bradas na Roma antiga em honra de Juno (deusa da mulher e do matrimônio) e de Pã (deus da natureza). Outra versão diz que no século XVII ingleses e franceses passaram a celebrar o Dia de São Valentim como a união do Dia dos Namorados. A data foi adotada um século depois nos Estados Unidos, tornando-se o Valantine’s Day. E na Idade Média dizia-se que 14 de fevereiro era o primeiro dia de acasalamento dos pássaros. Por isso, os namorados usavam a ocasião para deixar mensagens de amor à porta das amadas.


A chegada ao Brasil

A data surgiu em São Paulo em 12 de junho de 1949, numa iniciativa da loja Exposição Clíper. Foi uma adaptação do Valantine’s Day americano. Os comerciantes propuseram a troca da data para junho, época de baixas ven-das, e escolheram o dia 12 por ser véspera do Dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro.


Tradições do casamento

A instituição do casamento surgiu entre os romanos antigos. Antes disso, os casais se uniam sem grandes formalidades. Roma, com seu sistema de normas e costumes, difundiu a prática social do contrato matrimonial, que garantia a transmissão dos bens para os descendentes legítimos. Na Idade Média, a livre escolha do futuro cônjuge deu espaço aos acordos preestabelecidos pelos chefes de família. Esses “negócios” eram selados com um ritual comandado pelo pai da noiva. Ele lia à beira do leito nupcial os ter-mos da transferência da tutela da filha para o noivo em troca de uma quantia de dinheiro ou de bens. Depois, o casal ficava nu para que fossem avaliadas suas condições de procriação. O enlace matrimonial ganhou o status de sacramento no século IX. Nessa época, a Igreja Católica, que até então se mantinha distante, passou a inter-ferir no casamento, estabelecendo um código de ética e moral. Foi no Concílio de Trento (1545-1563), na Itália, que surgiu a regulamentação hoje em vigor.


LUA DE MEL

Há duas versões. Na antiga Roma, o povo espalhava gotas de mel na soleira da casa dos recém-casados. A outra é que, entre os povos germanos, era costume casar na lua nova, e os noivos levavam uma mistura de água e mel para beber ao luar. Aí nasceu a expressão.


ALIANÇA

Para os egípcios antigos, um círculo, não tendo começo nem fim, significava a eternidade — e o casamento deveria durar para sempre. Milhares de anos mais tarde, os gregos descobriram os mistérios do magnetismo. Seus anéis eram de ferro imantado. Eles acreditavam que um ímã tinha o poder de atrair o coração humano, órgão que representa o amor. Por isso, tiveram a ideia de usar anéis após a celebração matrimonial, com a função de atrair o coração do companheiro para sempre. O ímã, em formato de anel, era usado no dedo anular da mão esquerda, pois acreditava-se que ali havia uma veia ligada diretamente ao coração. Esse costume passou depois para os romanos e a Igreja manteve a tradição. No casamento judaico, as alianças são usadas no dedo indicador.

ARROZ NOS NOIVOS

A tradição teve origem na China há mais de 2 mil anos. Um poderoso manda-rim quis dar prova de vida farta. O arroz representa fartura. O casamento de sua filha se realizou debaixo de uma chuva do cereal.

CARREGAR A NOIVA NO COLO

Algumas tradições acreditam em “mau agouro” se a noiva cair à entrada da casa. Outras falam em azar se ela entrar com o pé esquerdo. Se o noivo levá -la no colo, evita esses dissabores. Uma explicação alternativa para o fato é que os anglo-saxões costumavam roubar a noiva e carregá-la nas costas. É desse povo o costume de a noiva ficar do lado esquerdo do noivo. Como ele tinha medo do ataque de “dragões” e inimigos, deveria ter o braço livre para sacar a espada e proteger sua amada.


BUQUÊ

Na Grécia e na Roma antigas, o alvo preferido das solteiras não tinha apenas flores, mas também ervas e temperos. Alguns buquês eram feitos de alho para espantar os maus espíritos. As flores tinham significados próprios: a hera representava fidelidade; o lírio, a pureza; as rosas vermelhas, o amor; violetas, a modéstia; não-te-esqueças-de-mim, o amor verdadeiro. Flores de laranjeira trariam fertilidade e alegria ao casal.


VESTIDO DE NOIVA

O primeiro vestido branco foi adotado pela rainha Vitória, no século XIX, quando se casou com seu primo, o príncipe Albert. O pedido de casamento foi feito pela apaixonada noiva, já que homem algum poderia se atrever a fazer tal proposta a uma rainha. Na antiga China, e também na Idade Média, as noivas cobriam-se de vermelho, pois era a cor do amor.

VÉU

Os gregos acreditavam que a noiva, ao cobrir o rosto, estava protegida do mau- -olhado das mulheres e da cobiça dos homens. Também tinha um significado especial para a mulher: separava a vida de solteira da de casada e futura mãe.


CHÁ DE COZINHA

Segundo uma lenda holandesa, um moleiro pobre era apaixonado por uma rica donzela. Para ajudá-lo, seus amigos se reuniram e ofereceram a eles itens para a nova casa. Assim nasceu o famoso chá de cozinha.


BEIJO

Muitas culturas acreditavam que, quando os casais se beijavam no final da cerimônia, suas almas também eram compartilhadas.

11/06/2015 - 00:00

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