Curiosidades

Por que os destros são maioria?

Os genes são um dos fatores

A ciência não tem uma resposta exata para explicar o fato de algumas pessoas terem mais facilidade para trabalhar com o lado direito do corpo (destros) e outras com o esquerdo (canhotos) – existem também os ambidestros, que são bons com os dois lados. Os pesquisadores trabalham com duas possíveis razões para isso: a genética (herdada da família) ou uma habilidade conquistada nas primeiras fases da vida.

O comandante
A lateralidade, ou domínio de um dos lados, é determinada pelo cérebro – o processo tem início quando estamos no útero da nossa mãe. Ter facilidade com uma mão ou pé é uma característica muito complexa e há centenas de genes envolvidos. Além disso, ser destro significa que o lado esquerdo do seu cérebro é dominante para a coordenação motora. Se é canhoto, o direito controla seus movimentos.  

O que isso diz sobre nós?
Alguns estudos científicos têm pesquisado se o fato de ser destro ou canhoto revela algo sobre nossa personalidade. Certas teorias dizem que o cérebro dos canhotos é melhor em processar várias informações ao mesmo tempo - por isso, teriam mais vantagens em esportes e jogos, por exemplo. A explicação estaria no fato de que essas pessoas tiveram que exercitar mais o cérebro. Por exemplo: na hora de aprender a usar uma tesoura ou a escrever da esquerda para a direita (atividades mais fáceis de serem realizadas pelos destros).

Superhabilidade
Há quem consiga usar bem tanto o lado direito quanto o esquerdo (para escrever ou chutar uma bola, por exemplo). São os ambidestros. Mas isso é raro e, normalmente, a habilidade é desenvolvida pelos canhotos.

Fique de olho

Quer saber qual é o lado dominante dos seus amigos? Observe algumas situações, como: quando for entregar um brinquedo para ele, veja o comportamento do amigo na hora de pegá-lo - provavelmente, ele receberá com a mão dominante. Outros hábitos revelam mais sobre os destros e canhotos: chutar uma bola, escovar os dentes, beber água, pular corda, tampar ou destampar uma garrafa e até tirar fotos.


Consultoria:
Patrícia Salmona (presidente do Departamento de Genética da Sociedade de Pediatria de São Paulo).



03/03/2017 - 09:30

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