Curiosidades

Pimenta-do-reino: de onde veio o nome?

Saiba a origem

Na época em que o Brasil era uma colônia (de 1500 a 1822), essa espécie de pimenta vinha do reino, ou seja, de Portugal (ela era buscada na Índia e passava por terras portuguesas antes de chegar ao nosso território). Naquele período, a pimenta-do-reino era usada para conservar os alimentos e para disfarçar o gosto de comida estragada. Eca!

Aproveite para descobrir outras 7 curiosidades sobre as pimentas!

1) A origem da pimenta ainda é um mistério. Enquanto alguns estudiosos acreditam que ela veio do México, outros dizem que a origem é a China – e ainda há os que acreditam que a pimenta veio, na verdade, da Índia! As datas para a descoberta também são confusas. A versão mais aceita diz que as primeiras evidências de cultivo da pimenta datam de 7500 antes de Cristo, no México. 

2) Em 1912, o norte-americano Wilbur Scoville criou a Escala de Scoville, que mede a quantidade de ardência de uma pimenta. Para chegar a um valor exato, a pimenta selecionada é imersa em uma solução com água e açúcar. Quanto mais solução for necessária para diluir a pimenta, mais picante ela é. De acordo com a escala, a pimenta Carolina Reaper, originária da Carolina do Sul (Estados Unidos), é a mais forte do mundo.

3) No ranking das 10 mais ardidas, depois da Carolina Reaper, vêm:
Trinidad Moruga Scorpion
● 7 Pot Douglah
● 7 Pot Primo
● Trinidad Scorpion Butch T
● Komodo Dragon
●Naga Viper
● 7 Pot Brain Strain
● 7 Pot Barrackpore
● 7 Pot Jonah

4)
Quando é incluída na alimentação, a pimenta melhora a disposição e mantém o cérebro ligado, contribuindo para um raciocínio mais rápido. Além disso, pimentas mais fortes trazem altas concentrações de vitamina C, fundamentais para o funcionamento das células nervosas. E tem mais: quando é mantida por um bom tempo no cardápio, a pimenta melhor o humor!

5) A capsaicina é o composto químico responsável pela sensação de ardência causada pela pimenta – quanto mais ardida ela for, mais capsaicina possui. Esse composto tem efeito dilatador, o que provoca o avermelhamento da face. Além disso, irrita as mucosas do nariz e dos dutos lacrimais (você fica com o nariz escorrendo e lágrimas podem escorrer dos olhos). Isso tem um lado bom:
limpa as vias aéreas e melhora a respiração!

6)
O exagero na ingestão de pimenta faz com que a boca arda muito. Nesses momentos, evite tomar água, pois a capsaicina (composto responsável pelo ardor) não se dissolve nesse líquido. O melhor é beber leite, capaz de aliviar a sensação – o leite tem caseína, proteína capaz de eliminar o composto capsaicina da pimenta. Açúcar também ajuda!

7) Na Tailândia, onde a pimenta é usada em quase todos os pratos, o consumo de pimenta chega a 10 gramas por pessoa por dia! No Brasil, não chegamos nem a 0,5 grama por pessoa diariamente.

Atenção!
Nem todo mundo pode consumir pimenta sem se sentir mal: quem tem gastrite (inflamação no estômago), esofagite (qualquer inflamação, irritação ou inchaço do esôfago) ou refluxo gastroesofágico (doença em que os ácidos do estômago voltam pelo esôfago) deve evitar esse alimento.

Consultoria:
 Alan Tiago Scaglione (nutricionista da Estima Nutrição) e Marli Poltronieri (pesquisadora da Embrapa e especialista em pimenta-do-reino).
Crédito de imagem: Por Miansari66 - Obra do próprio, Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=5982832

09/07/2017 - 10:00

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