Curiosidades

O que causa a ressaca do mar?

Fenômenos marítimos

Quando o vento começa a soprar muito forte em alto-mar, impulsionando a água em direção à costa e acelerando as correntes marítimas, é sinal de que uma ressaca está começando. Quando esse fenômeno acontece, o nível do mar pode subir em até 2 metros, cobrindo a faixa de areia da praia e quebrando ondas violentas na orla – que podem alargar ruas e avenidas à beira-mar.

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Turbilhão
Também chamado de redemoinho, é um movimento circular na água, parecido com o da água descendo pelo ralo da pia. Ele é produzido, normalmente, pelo encontro de duas correntes – o que gera pressão de cima para baixo. Conforme começa a girar para baixo, esse fenômeno arrasta objetos da superfície para o fundo. Redemoinhos acontecem em águas da região tropical: a luz solar aquece as águas superficiais e a diferença de temperatura, em relação às águas mais profundas, causa o efeito.  

Vagalhão
No momento em que uma onda gigante atinge a costa, ela recebe o nome de tsunami. Mas, quando permanece em alto-mar, é chamada de vagalhão. Essas ondas podem ter até 30 metros de altura e são responsáveis por muitos naufrágios. Cientistas até já calcularam as chances de o fenômeno acontecer: uma a cada 23 ondas vai ter o dobro da média de altura das ondas que estão se formando; uma a cada 1.175 será três vezes maior; e uma a cada 300 mil será quatro vezes maior!

Pororoca
A mistura água doce e salgada resulta na onda com maior duração do mundo: a pororoca! Ela acontece na Bacia Amazônica: quando a Lua está no equinócio (orbitando a Terra na região da Linha do Equador), a maré sobe resultando em um aumento de até 6 metros no nível da água; isso provoca uma onda que avança no Rio Amazonas e chega a até 30 quilômetros por hora. A pororoca pode durar 1h30.

Marés
A força de gravidade que o Sol e Lua exercem sobre a Terra criam as marés. Elas representam o fluxo e refluxo das águas do oceano, aumentando e abaixando o nível alternadamente – maré alta e maré baixa. Ao atingir o ponto mínimo, a maré leva cerca de 6 horas, subindo constantemente, até atingir o ponto mais alto. Depois, volta a descer novamente.

Consultoria: Marlene Dandolini (graduada em geografia pela USP) e Joseph Harari (professor do Instituto Oceanográfico da USP).


13/09/2017 - 09:30

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