Curiosidades

Como a neblina se forma?

Saiba tudo sobre nuvens

A neblina é um fenômeno causado pela condensação – quando a umidade presente no ar em forma de vapor se transforma em líquido. Esse fenômeno também pode ser explicado como a formação de nuvens perto do solo, pois o processo que cria os dois fenômenos é o mesmo.

Funciona assim: o calor do Sol, em contato com mares, rios e lagos, faz a água evaporar; ao encontrar ar frio, o vapor cria gotículas de água, que se tornam visíveis e formam as nuvens. Se o fenômeno ocorre próximo da superfície, recebe o nome de neblina. Isso é mais comum em lugares frios, úmidos e elevados.

No mundo das nuvens
Nuvens são formadas por gotículas de água ou finos cristais de gelo. Ao serem classificadas e descritas, indicam a situação de uma ampla porção da atmosfera e auxiliam na previsão do tempo.

Elas são classificadas em três estágios (altas, médias e baixas) de acordo com a altitude em que se formam em uma determinada região:

REGIÃO TROPICAL
ALTAS:
6 a 18 quilômetros
MÉDIAS: 2 a 8 quilômetros
BAIXAS: 0 a 2 quilômetros

REGIÃO TEMPERADA
ALTAS:
5 a 13 quilômetros
MÉDIAS: 2 a 7 quilômetros
BAIXAS: 0 a 2 quilômetros

REGIÃO POLAR
ALTAS:
3 a 8 quilômetros
MÉDIAS: 2 a 4 quilômetros
BAIXAS: 0 a 2 quilômetros

Nuvens baixas


Stratus: são cinza claro, podendo encobrir o Sol ou a Lua – mas permitem ver a borda brilhante dos astros nas partes menos densas. Essas nuvens são as que ficam mais próximas da superfície. Formam-se em condições estáveis (umidade alta e temperatura baixa) na baixa atmosfera. Assim, fazem a condensação (transformação de gás em líquido) mais facilmente, criando a chuva.

Stratocumulus: formadas por gotículas de água, têm formato longo e arredondado, lembrando um grande lençol ondulado. Esse tipo se forma quando as massas de ar possuem alguma instabilidade (a umidade está moderada e a temperatura baixa). Podem provocar quedas de pingos isolados.

Cumulus: parecem flocos de algodão no ar, mas, à medida que o vapor de água se condensa ao redor (em dia intenso de calor), podem crescer e virar nuvens de tempestade, ocasionando pancadas rápidas de chuva.

Cumulonimbus: tem o formato de um grande cogumelo quando vista de lado e é o estágio final de uma Cumulus (que se desenvolveu até o ponto de virar uma nuvem de tempestade). É a única que produz raios, trovões, granizo e vendaval, sendo típica do verão ou quando se aproxima uma frente fria. Por conter granizo, deve ser evitada por aeronaves.

Nimbostratus: é o tipo associado ao tempo chuvoso. Densas, escuras e cinzentas, não têm formato definido e ocultam totalmente o Sol. Elas surgem quando existem as massas de ar instáveis (umidade moderada e temperatura baixa).

Nuvens médias

Altostratus:
é o nome dado a uma camada de nuvem cinzenta sem forma definida. Ela cobre parte ou todo do céu (incluindo o Sol e a Lua), fazendo com que os astros fiquem bem embaçados. Formada por gotículas de água, está associada a frentes quentes e pode vir acompanhada de garoa.

Altocumulus: são compostas por gotículas de água e têm os contornos bem nítidos. Elas são arredondadas e o formato lembra uma estrada de pedras. Uma camada muito grande dessa nuvem cobrindo o céu pode estar associada a uma frente fria que está por vir.

Nuvens altas

Cirrus: é compostas por cristais de gelo que dão aparência bem branca à nuvem. Os ventos em altitude as arrastam criando formas semelhantes a plumas.

Cirrocumulus:
assemelha-se a uma colmeia, é formada por cristais de gelo e aparece no inverno – indica tempo bom, mas frio.

Cirrostratus: transparente, é muito conhecida por produzir um halo (círculo luminoso) ao redor do Sol ou da Lua. Esse halo é criado pelo desvio da luz solar que atravessa os pequenos cristais de gelo da nuvem. Esse tipo anuncia que vem aí uma tempestade!

Você sabia que...
... quando olhamos para uma nuvem a partir do solo, não é possível saber se ele é alta, média ou baixa?
No chão, não temos uma referência vertical para comparar. Os especialistas conseguem saber pela observação, depois de muito estudo!


Consultoria: Mario Festa (especialista de laboratório da Estação Meteorológica do IAG/USP), Ricardo de Camargo e Tércio Ambrizzi (professores do Departamento de Ciências Atmosféricas da USP).


07/08/2017 - 09:30

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